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Suíço comandou a Fifa por 17 anos, renunciou no final de 2015 e recebeu suspensão de seis anos; Recorreu à CAS e começa a ser julgado nesta quinta

O suíço Joseph Blatter, ex-presidente da Fifa
Arquivo iG
O suíço Joseph Blatter, ex-presidente da Fifa

O suíço Joseph Blatter, ex-presidente da entidade máxima do futebol, a Fifa, disse que acatará a decisão final da Corte Arbitral do Esporte (CAS, na sigla em inglês), conforme relatou nesta manhã, anteriormente ao seu julgamento de apelação. Blatter foi exonerado por seis anos de qualquer atividade ligada ao futebol, depois de se envolver em uma situação de conflito de interesses.

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"Aceitarei o veredicto. Confio que será positivo para mim", confirmou o suíço , que comandou a Fifa por 17 anos. "Meu nome não seria Sepp Blatter se eu não tivesse fé, se eu não fosse otimista. Aceitarei o veredicto porque, no futebol, nós aprendemos a ganhar, o que é fácil, e também aprendemos a perder. Mas isso não é bom, e não gostaria de perder", continuou Blatter.

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Pelo que o ex-mandatário tem falado, acredita-se que ele não levará o fato à Justiça comum mesmo em caso de revés. Três meses atrás, em maio, no decorrer do recurso parecido com o de Joseph, Michel Platini, ex-presidente da Uefa, conseguiu diminuir sua punição de seis para quatro anos e, por isso, a esperança dele é que a sentença de agora seja correspondente.

RELEMBRE O CASO

Com 80 anos, Blatter é suspeito de desembolsar 2 milhões de dólares indevidos ao francês no ano de 2011. Por esse motivo, eles foram suspensos por oito anos, entretanto a condenação foi diminuída depois do julgamento realizado no começo de 2016. Joseph, mesmo assim, apelou à CAS e seu recurso começará a ser analisado nesta quinta-feira.

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Os mandatários alegam que a remuneração diz respeito a um salário atrasado por um trabalho prestado nove anos antes da data do pagamento. Porém os juízes e também o Ministério Público da Suíça desconfiam que o valor fosse como um suborno para que Platini não se lançasse como um dos candidatos à presidência da Fifa naquele ano.

Afastado desde o final de 2015, o suíço abandonou à liderança da Fifa e não pôde nem participar da votação que elegeu seu substituto, o ítalo-suíço e ex-secretário-geral da Uefa, Gianni Infantino, em fevereiro.

*Com Estadão Conteúdo