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O meia-atacante de 29 anos foi revelado pelo Criciúma, mas logo se transferiu para à Itália, até se destacar na Sampdoria

Éder marcou o gol da vitória e classificação da Itália à próxima fase
REUTERS/ Michael Dalder Livepic
Éder marcou o gol da vitória e classificação da Itália à próxima fase

Ele não vinha bem na partida. Não tinha finalizado, errava passes. Mas nem com a sombra de Lorenzo Insigne, estrela da última temporada do Campeonato Italiano, o técnico Antonio Conte o tirou. A recompensa veio aos 42 minutos do segundo tempo: Éder correu com a bola , deixou dois marcadores para trás e fez o gol solitário da Azzurra na vitória sobre a Suécia pela Eurocopa de 2016.

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A insistência do treinador no meia-atacante da Inter de Milão deixou claro que esse catarinense de 29 anos é uma das apostas de Conte para chegar longe no torneio europeu. Nascido em Lauro Müller, cidadezinha de 15 mil habitantes, o ítalo-brasileiro Éder foi revelado pelo Criciúma em 2004, mas logo cruzou o Atlântico e desembarcou nos gramados italianos.

No país da bota, defendeu Empoli, Frosinone, Brescia e Cesena, até parar em 2012 na Sampdoria, tradicional time de Gênova que o catapultou ao estrelato. Em seus quatro anos no clube blucerchiato, disputou cerca de 130 jogos e marcou mais de 40 gols, tornando-se ídolo da torcida.

Naturalizado italiano em 2010, chamou atenção de Conte, que o convocou pela primeira vez em março de 2015. Logo em sua estreia, fez o segundo gol no empate por 2 a 2 com a Bulgária e conquistou a confiança do treinador. O bom desempenho de Éder o levou no início deste ano à Inter de Milão, onde não tem apresentado a mesma performance.

Ainda assim, o técnico da Azzurra o convocou para a Euro e o colocou de titular nas duas partidas disputadas até aqui, contrariando o que pensa o próprio comandante de Éder no time nerazzurro, Roberto Mancini. Certa vez, o treinador da Inter disse que jogadores naturalizados não deveriam vestir a camisa italiana. A resposta veio dentro de campo, com o gol que deu ao país uma inesperada classificação antecipada à próxima fase da Eurocopa.

"O que eu respondo a Mancini? Que essa é uma polêmica infinita e que nunca terá fim. Eu sigo em frente e penso no gol, que dedico a todo o grupo", afirmou o meia-atacante, do alto do pedestal de melhor jogador da partida contra a Suécia. Experiente, o ítalo-brasileiro prefere falar com os pés.