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Além do time não apresentar um futebol convincente dentro de campo, técnico sofreu com atletas lesionados

Dunga durante a partida contra o Equador
USA Today Sports
Dunga durante a partida contra o Equador

Dunga dirigiu a seleção brasileira na Copa América de 2007, na Venezuela, e foi campeão. Dois anos depois, veio o título da Copa das Confederações na África do Sul. Em seguida, a queda das quartas de final da Copa de 2010 e ano passado e eliminação na mesma fase na Copa América do Chile. Mas em nenhuma dessas quatro competições oficiais, indo bem ou não, o técnico teve tantos problemas como nesta Copa América dos Estados Unidos.

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Foram seis cortes de jogadores - um deles, o de Ricardo Oliveira antes mesmo de o grupo se apresentar -, e várias mudanças de locais de treinos. Em Los Angeles, uma atividade na Universidade da Califórnia teve ser deslocada para outro lugar porque horas antes um aluno matou um professor e se suicidou. Em Orlando, os problemas continuaram.

O CT ESPN, que havia sido escolhido para os treinamentos, não pôde ser usado porque um evento no local detonou o gramado de todos os campos. E nesta terça-feira o reconhecimento do Camping Field não foi feito porque a organização do torneio impediu, buscando preservar o gramado. Isso obrigou a seleção, nos dois dias, a treinar na Universidade Central da Flórida, a cerca de 50 quilômetros do hotel que serve de concentração para a delegação.

"Essa passagem está dando muito trabalho para gente fazer nosso trabalho", lamentou Dunga. "Então a gente tem se concentrado muito, tem buscado conversar com todas as partes pra poder chegar ao melhor possível, mas sem dúvida nenhuma em todos os aspectos é onde se tem mais trabalho desde que assumi."

Sobre os cortes, disse que atrapalha em relação ao ritmo da preparação, porque é preciso passar ao jogador que chega tudo aquilo que o que saiu já sabia. "Mas temos de superar e trabalhar para que o rendimento da equipe melhore com o decorrer da competição."