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Cota de R$ 300 mil é referente à participação do clube na Copa do Brasil deste ano, onde o time foi eliminado na segunda fase

A direção da Portuguesa precisa arrumar uma solução mais concreta para administrar as suas dívidas trabalhistas ou vai continuar refém da Justiça do Trabalho. O Sindicato de Atletas Profissionais do Estado de São Paulo (Sapesp) obteve no último dia 31 uma liminar junto à 70.ª Vara do Trabalho da capital paulista que impõe que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) retenha a cota referente à participação do clube na Copa do Brasil deste ano. Eliminado da segunda fase pelo Vitória, o time teria R$ 300 mil a receber.

A torcida é quem mais sofre com a situação do clube nos últimos anos
Dorival Rosa/Portuguesa
A torcida é quem mais sofre com a situação do clube nos últimos anos

A ação judicial gira em torno de possíveis garantias em relação à satisfação da inadimplência salarial que vem ocorrendo há alguns meses no clube do Canindé. O procedimento foi encabeçado pelos advogados Guilherme Martorelli, Filipe Rino e Thiago Rino, que demonstraram documentalmente e através dos meios legais a necessidade e urgência da medida.

"A Portuguesa vem reiteradamente atrasando os salários e pagamento de Direito de Imagens dos atletas. Como o clube receberá essa cota televisiva pela participação na segunda fase da Copa do Brasil, no valor de 300 mil reais, ingressamos com ação cautelar de urgência com pedido de tutela provisória, para que a justiça determinasse que o valor fosse repassado da CBF diretamente para a Justiça e não para o clube. Com essa vitória, a CBF deverá em cinco dias depositar o valor judicialmente e o mesmo será revertido para pagamento dos salários dos atletas com contrato em vigência", esclareceu Filipe Rino.

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A decisão foi comemorada pelo departamento jurídico da entidade. "Essa medida é extremamente importante e eficaz. Desta maneira, conseguiremos que os valores repassados aos clubes sejam destinados obrigatoriamente ao pagamento dos salários", reforçou o advogado.

Para o presidente do Sapesp, Rinaldo Martorelli, fica o sentimento de dever cumprido. "Para o Sindicato de Atletas, fica o sentimento de dever cumprido. Embora nosso trabalho seja para a mudança e extinção dessa desorganização financeira que tomou conta do futebol, sem dúvida é mais uma vitória a favor dos atletas", comemorou o sindicalista.

Esta é a terceira vez que o Sindicato de Atletas bloqueia a cota televisiva de um clube. Medidas equivalentes já foram adotadas contra o Comercial, de Ribeirão Preto (SP), em 2014, e no Marília, em 2015, que garantiram aos atletas o recebimento de seus salários.

Em crise administrativa e financeira desde que foi rebaixada da Série A do Campeonato Brasileiro em 2013, após a polêmica escalação do meia Heverton, atualmente a Portuguesa disputa a Série C, soma um ponto em dois jogos e ocupa a oitava posição no Grupo B. Neste sábado recebe o Ypiranga-RS, no estádio do Canindé, em São Paulo.

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