Tamanho do texto

Desde que o processo começou em maio de 2015, Blatter deixou o país em apenas uma ocasião, para uma visita ao presidente da Rússia, Vladimir Putin

João Havelange e Joseph Blatter são amigos de longa data
Arquivo iG
João Havelange e Joseph Blatter são amigos de longa data

O suíço Joseph Blatter, o afilhado político de João Havelange, não vai ao aniversário de cem anos do ex-presidente da Fifa, que vai mandar um representante para a festa no Rio de Janeiro. No próximo domingo, o brasileiro completa um século de vida.

Leia

Promotores do Comitê de Ética da Fifa defendem banimento de Jeffrey Webb

Fifa investirá no ensino de estratégias de jogo e tática aos árbitros

Havelange, em 2009, usou seu discurso diante do Comitê Olímpico Internacional (COI) para pedir votos ao Rio de Janeiro para sediar os Jogos de 2016. E lembrou que esse seria um presente para seu centésimo aniversário.

Desde então, porém, o brasileiro perdeu o cargo de presidente de honra da Fifa por um escândalo de corrupção e foi obrigado a deixar o COI por "razões médicas". Sua saída ocorreu uma semana antes de a entidade se pronunciar por conta do mesmo escândalo de propinas que o levou a deixar a Fifa.

Para a comemoração dos cem anos de Havelange, um dos homens presentes será Walter Gagg, representante do alto escalão da Fifa. "Vou ao Brasil para a festa", confirmou à reportagem.

A jornalistas estrangeiros, porém, Blatter explicou que seus advogados o recomendaram que não deixasse a Suíça enquanto sua situação legal não estivesse resolvida.

O risco era de que, ao deixar o país, ele pudesse ser extraditado aos Estados Unidos. O ex-dirigente da Fifa é suspeito de irregularidades em sua condução da entidade, em investigações tanto nos EUA como na Suíça. "Meus advogados disseram: por favor, enquanto houver algo contra você, fique na Suíça. A Suíça nunca vai ter entregar", explicou.

Desde que o processo começou em maio de 2015, Blatter deixou o país em apenas uma ocasião, para uma visita ao presidente da Rússia, Vladimir Putin. Mas Blatter também alegou que não iria ao Brasil "nessa época perturbada" do País.