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Sem poder contar com o Maracanã, rubro-negro será uma equipe nômade durante o Brasileirão de 2016

Técnico do Flamengo, Muricy Ramalho, não gostou da idéia da equipe não ter sede fixa no Brasileiro
Divulgação
Técnico do Flamengo, Muricy Ramalho, não gostou da idéia da equipe não ter sede fixa no Brasileiro

De nada adiantaram os apelos do técnico Muricy Ramalho, insatisfeito com a rotina de viagens da equipe. O Flamengo será mesmo uma equipe nômade durante o Campeonato Brasileiro. Nesta quarta-feira, por meio de nota oficial, a diretoria anunciou que tanto Estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda (RJ), quanto o Mané Garrincha, em Brasília, serão sedes da equipe durante o torneio. Ainda assim, o Fla "não descarta disputar partidas em outras localidades do Brasil e do Rio".

Pelo que explicou o Flamengo, a escolha, feita pela diretoria e pelo departamento de futebol, "levou em conta critérios técnicos de infraestrutura e financeiros, contemplando as necessidades esportivas para a competição e a projeção de faturamento do clube".

Ofertas para que o Flamengo venda o mando de campo e atue como mandante em outros estádios serão avaliadas de forma "criteriosa" pelo departamento de futebol, também levando em consideração "questões logísticas e de marketing".

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O Raulino de Freitas abrigará a maioria dos compromissos rubro-negros no Brasileirão, ainda de acordo com o Flamengo. "Vestiários, iluminação e gramado, incluindo o sistema de drenagem, foram alguns dos critérios determinantes para a escolha", explicou a diretoria.

Já o Mané Garrincha, em Brasília, receberá os jogos com "maior apelo", ainda segundo a diretoria, que justificou a decisão às "necessidades financeiras do clube". O Flamengo, entretanto, espera contar com o Maracanã, "sua verdadeira casa", após o fim do período de utilização por parte dos Comitês Olímpico e Paralímpico. A tendência é isso acontecer entre outubro e novembro.

Antes do Flamengo, também Fluminense e Botafogo haviam anunciado suas casas para o Brasileirão. O time tricolor irá reformar o Estádio de Edson Passos, em Mesquita (RJ), casa do América-RJ. Já o alvinegro atuará na Ilha do Governador, no Estádio Luso-Brasileiro, da Portuguesa-RJ. Ambos os palcos receberão arquibancadas provisórias para se adequarem à capacidade mínima de público exigida pela CBF: 15 mil torcedores.

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