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Presidente da Fifa foi eleito para o cargo em fevereiro depois de prometer dar a cada membro aproximadamente R$ 17,5 milhões a cada quatro anos

Gianni Infantino discursou durante o congresso anual
FIFA/ Divulgação
Gianni Infantino discursou durante o congresso anual

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, pediu aos líderes do futebol europeu para que deem dinheiro às federações mais pobres do mundo com o aumento dos recursos angariados por elas. "Deem isto para outras federações de todo o mundo se vocês não precisam do dinheiro", disse o dirigente às 54 federações que compõem a Uefa durante o seu congresso anual.

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Todos os membros da Fifa devem obter grandes aumentos na sua subvenção anual para que seja cumprida uma das principais promessa eleitorais de Infantino. O agora presidente da Fifa foi eleito para o cargo em fevereiro depois de prometer dar a cada membro US$ 5 milhões (aproximadamente R$ 17,5 milhões) a cada quatro anos a partir de receitas da Copa do Mundo. Essa promessa representa mais do que o dobro dos US$ 2,05 milhões (R$ 7,18 milhões), que cada membro da Fifa recebeu no ciclo de quatro anos para a Copa de 2014.

As federações europeias ganham muito mais do que outros países com a Uefa, a mais rica das seis confederações continentais, que paga ainda mais aos seus membros do que elas recebem da Fifa. "Com a Europa, podemos mostrar juntos, podemos fazer a diferença no mundo", disse Infantino, que foi secretário-geral da Uefa por sete anos. "Com muito pouco podemos conseguir muito".

Infantino observou que a Fifa poderia adicionar duas federações europeias aos seus membros no seu congresso na Cidade do México na próxima semana. A admissão do Kosovo e de Gibraltar provavelmente farão parte da agenda do organismo mundial de futebol, disse o dirigente.

Os membros da Uefa aceitaram a entrada na entidade do Kosovo, que declarou independência da Sérvia em 2008. Na última segunda-feira, a Corte Arbitral do Esporte ordenou a Fifa a aceitar a adesão de Gibraltar, que vem sendo bloqueada, mas é membro da Uefa desde 2013 e disputa as Eliminatórias da Eurocopa de 2016.

A Uefa realiza seu encontro sem o seu presidente, Michel Platini que aguarda um veredicto da Corte Arbitral do Esporte em sua apelação contra a suspensão de seis anos imposta pela Fifa. O craque francês e Joseph Blatter, ex-presidente da Fifa, foram punidos pelo pagamento de US$ 2 milhões (R$ 7 milhões) ao presidente da Uefa em 2011. Infantino declarou que foi "uma honra" ter trabalhado com Platini.

A Uefa convocou uma reunião de emergência de seu comitê executivo para daqui a duas semanas com a intenção de avaliar as opções diante do veredicto sobre Platini, afirmou Angel Maria Villar, vice-presidente da Uefa e da Fifa. O encontro será na Basileia, na Suíça, em 18 de maio, data da final da Liga Europa.

Se uma eleição presidencial for necessária para substituir Platini, a data mais provável é meados de setembro em Atenas, na Grécia, em uma reunião já programada das lideranças do futebol europeu.