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Boca Juniors e River Plate lideram movimento que pode gerar uma liga independente de clubes no futebol argentino

River Plate, de D´Alessandro, é um dos líderes do movimento de clubes em busca de uma nova liga de futebol na Argentina. Clubes querem aumentar as suas receitas com o esporte
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River Plate, de D´Alessandro, é um dos líderes do movimento de clubes em busca de uma nova liga de futebol na Argentina. Clubes querem aumentar as suas receitas com o esporte

Os principais clubes da Argentina, encabeçados pelos gigantes Boca Juniors e River Plate, analisam criar uma nova liga nacional que lhes gere maiores receitas e que seja independente da Associação de Futebol Argentino (AFA), a gestora do futebol no país.

Essa possibilidade foi reconhecida pelo presidente do San Lorenzo, Matias Lammens, cujo clube, assim como Boca, River e Racing, não enviaram nenhum representante a uma reunião do comitê executivo da AFA, algo incomum, em um claro sinal de descontentamento com essa entidade.

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"A liga paralela é uma possibilidade", declarou Lammens, que também é tesoureiro da AFA. "Não é algo como uma ruptura, mas uma forma das receitas aumentarem", acrescentou o dirigente.

O Independiente foi o único dos considerados cinco clubes gigantes da Argentina a enviar um representante, mas se somaria a esta liga, que busca seguir os mesmos passos dos principais torneios europeus. O novo formato buscaria separar o torneio da primeira divisão, e talvez o da segunda, de um lado, e o resto dos torneios e as seleções argentinas de outro.

"É um fato marcante", disse o presidente da AFA, Luis Segura, em entrevista à rádio La Red, sobre a ausência de quase todos os clubes grandes na reunião do comitê. No total, 22 clubes faltaram e quase não houve quórum para a reunião.

"Tudo que aconteceu, não encaro como um fato menor. Digno de análise", disse. "Nós estamos dançando no Titanic. Eu, nas condições que estamos, políticas, econômicas e outras, fico em casa", disse Segura, descartando ser candidato na eleição agendada para 30 de junho.

Esse dirigente, que substituiu o falecido Julio Grondona, chegou a disputar uma eleição presidencial na AFA contra o apresentador de TV e primeiro vice-presidente do San Lorenzo Marcelo Tinelli. A votação terminou empatada em 38 a 38, embora só existissem 75 eleitores e acabou sendo anulada.

Para a nova eleição, se candidataram o próprio Tinelli e os presidentes do Independiente (Hugo Moyano), do Lanús (Nicolás Russo), do Belgrano (Armando Pérez), do Barracas Central (Claudio Tapia) e do Defensores de Belgrano (Marcelo Achile). O panorama, porém, pode ser alterado com a ideia da nova liga.

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