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Atacante de 35 anos chegou a ser liberado pelo clube da Baixada Santista, mas janela chinesa se fechou e ele ficou

Ricardo Oliveira falou pela primeira vez sobre a negociação frustrada com o futebol chinês em entrevista divulgada pelo site do Santos  nesta sexta-feira. O jogador de 35 anos, que esteve perto de acertar com o Beijing Guoan, não se furtou em lamentar o insucesso da negociação e admitiu ter ficado bastante chateado quando os clubes não entraram em um acordo na semana passada.

Ricardo Oliveira em treino antes do clássico contra o Corinthians
IVAN STORTI / SANTOS FC
Ricardo Oliveira em treino antes do clássico contra o Corinthians

"Fiquei triste? Fiquei triste. Gostaria que as coisas tivessem caminhado da forma que eu gostaria? Sim. Mas não se deu, passou. Não dá para ficar lamentando", declarou. "Eu vi uma possibilidade enorme de deixar no clube um valor que não se esperava, porque no Brasil o jogador que passou dos 30 anos não tem valor, ninguém paga uma quantia dessas num atleta."

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Santos e Beijing Guoan não chegaram a um acordo sobre o valor a ser pago pelos chineses para a liberação do atacante da seleção brasileira. Ricardo Oliveira nunca escondeu o desejo de ir para a Ásia, já que receberia cerca de R$ 1 milhão por mês de salários. Ele inclusive teria aceitado abrir mão de parte deste dinheiro para enviá-lo ao time brasileiro e facilitar sua saída, mas os dirigentes foram irredutíveis.

"Não dá para fechar os olhos para nossa consciência, para o que de fato aconteceu. Teve uma possibilidade financeira muito boa para mim e para minha família, mas também uma oportunidade extremamente boa para a instituição, que investiu zero de dinheiro em um atleta e um ano depois teria uma valorização de aproximadamente R$ 30 milhões", justificou.

Apesar da insatisfação com o desdobramento da negociação, Ricardo Oliveira descartou qualquer tipo de retaliação ao Santos ou mudança de atitude em campo. O atacante se disse feliz no clube, lembrou que tem contrato até 2017 e prometeu cumpri-lo com normalidade. Tudo isso para tranquilizar o torcedor, que já iniciava críticas ao seu comportamento.

"Minha preocupação é que o torcedor não caia nessas armadilhas do que lançam na imprensa, de que eu não estou comprometido, que estou cabisbaixo. Se tem algo que eu jamais vou fazer é me resguardar, não correr, não me empenhar. A negociação faz parte de um passado, é página virada. Não se deu para o clube e nem para mim. Tenho contrato até 2017 e vamos cumpri-lo com muito trabalho, alegria e dedicação", prometeu.