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Atual presidente vascaíno publicou carta no site oficial do clube criticando seu antecessor e relacionando campanha ruim no Carioca com a dificuldade de montar um elenco bom

Eurico Miranda, presidente do Vasco, publicou carta criticando Roberto Dinamite
Paulo Fernandes/Vasco.com.br
Eurico Miranda, presidente do Vasco, publicou carta criticando Roberto Dinamite

A semana não poderia chegar ao fim sem que Eurico Miranda desse o estopim para mais uma polêmica. Nesta sexta-feira o presidente do Vasco  publicou uma carta no site oficial do clube criticando seu antecessor, Roberto Dinamite, pelas dívidas deixadas. No texto, Eurico relaciona uma possível campanha ruim na Taça Guanabara à dificuldade de montar um elenco num momento de dificuldades financeiras.

O comunicado começa com Eurico lembrando que o Vasco chega à fase final do Campeonato Carioca  com o objetivo de ser bicampeão mas ressalta que a "a manutenção da base da equipe" faz parte de "um planejamento não só para esta temporada, mas também para a próxima". O clube cruzmaltino está na Série B e pretende jogar a elite nacional no ano que vem.

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"Mas é preciso que todos conheçam o sacrifício para recuperar o clube da irresponsabilidade dos últimos anos. Só nos dois primeiros meses de 2016, o Vasco pagou cerca de 11 milhões de reais em acordos dos mais diversos, desde dívida com ex-jogadores, fornecedores, advogados e prestadores de serviços. O clube também recolheu quase 5 milhões de reais em contribuições e impostos, desde as obrigações atuais até os acordos do Profut", conta Eurico.

Ele argumenta que os recursos estão sendo usados para colocar o Vasco em "condições plenas de funcionamento". "Nos 15 meses de nossa administração as dívidas estão sendo pagas sem que o clube se endivide mais. Ou seja, pagamentos feitos praticamente apenas com as receitas geradas pelo Vasco", diz Eurico.

A partir daí, o presidente do Vasco ataca seu antecessor: "A maior parte deste sacrifício tem origem na irresponsabilidade administrativa da gestão passada e no adiamento da eleição de 2014, que possibilitou a assinatura de inúmeras Confissões de Dívidas que agravaram a situação financeira". O grupo de Roberto Dinamite ainda não respondeu.