Tamanho do texto

Antônio Carlos Nunes foi convocado para ser ouvido nesta quarta-feira, mas não compareceu e disse que irá no dia 10

Romário na CPI do Futebol que ouviria o Coronel Nunes, atual presidente da CBF
Jefferson Rudy/Agência Senado
Romário na CPI do Futebol que ouviria o Coronel Nunes, atual presidente da CBF

Presidente da CPI do Futebol, o senador Romário (PSB-RJ) afirmou nesta quarta-feira, durante reunião da comissão em Brasília, que o presidente da CBF, Antônio Carlos Nunes de Lima, poderá ser conduzido à força no dia 16 para prestar depoimento no Senado. O dirigente havia sido convocado para participar de audiência nesta quarta-feira.

Leia mais

Câmara instaura CPI que investigará suspeitas de crimes de dirigentes da Fifa

Flávio Rodrigues Guerra tem punição reduzida pelo STJD e pode voltar a apitar

"Numa atitude bem ao feitio do grupo dos 7 x 1, que se apoderou da CBF, que só pensa em ganhar salários milionários, sem qualquer contrapartida relevante para o futebol brasileiro, o coronel sorrateiramente fugiu da convocação", afirmou Romário.

Segundo o senador, antes de ser convidado para prestar depoimento nesta quarta-feira, coronel Nunes se negou a colaborar com a CPI. "Tendo ocorrido o descumprimento da convocação, como agora se confirma, este presidente lançará mão do que dispõe o artigo 218 do Código do Processo Penal e solicitará a colaboração da área criminal do Poder Judiciário das Cidades do Rio de Janeiro e de Belém para que o coronel aqui compareça", anunciou Romário.

Coronel Nunes não compareceu à audiência na CPI do Futebol
Divulgação/CBF
Coronel Nunes não compareceu à audiência na CPI do Futebol

Em documento enviado à CPI e recebido pela comissão no último dia 25, Nunes afirmou que não poderia se ausentar da CBF nesta quarta e nem na quinta porque precisava acompanhar a convocação da seleção brasileira para os jogos das Eliminatórias contra Uruguai e Paraguai, que serão realizados nos dias 25 e 29 deste mês. O técnico Dunga anunciará a lista na quinta-feira.

Nunes, no entanto, se colocou à disposição da CPI para depor a partir do dia 10. Seis dias antes da audiência em que Romário afirma que levará o presidente da CBF à força para Brasília.