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Novo presidente foi eleito nesta sexta-feira e promete recuperar a imagem abalada pelos escândalos de corrupção

Gianni Infantino foi eleito o novo presidente da Fifa
FIFA/ Divulgação
Gianni Infantino foi eleito o novo presidente da Fifa

Novo presidente da Fifa, Gianni Infantino mostrou na sua primeira entrevista coletiva após ser eleito ter conhecimento do desafio que será restaurar a imagem da entidade.

Por isso, já mandou um recado para patrocinadores e para a Justiça. "Entramos em uma nova era. Estamos virando a página", disse. "Aprovamos reformas e vou recuperar a imagem da instituição", garantiu. Infantino somou 115 votos, superando seu maior rival, o xeque do Bahrein, Salman Al Khalifa, com 88 votos.

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No segundo turno da votação, que fechou o Congresso da Fifa. Prometendo "levar o futebol de volta para a Fifa", ele indicou que espera, em 2020, ver o futebol "desenvolvido pelo mundo, no Caribe, Índia e China". Para isso, ele insistiu que vai distribuir a renda da Fifa para financiar o futebol mundial. "Temos uma renda de US$ 5 bilhões e não será um problema dar US$ 1,5 bilhão. Essa deve ser a prioridade, justamente para investir no futebol. Ao mesmo tempo, vamos cortar custos", insistiu. Ele também aposta em um aumento da renda. "Vamos falar com emissoras e patrocinadores. A receita vai aumentar", garantiu, lembrando que triplicou a renda da Uefa em nove anos.

O único momento de constrangimento veio quando foi questionado sobre Michel Platini, seu mentor. O francês era o candidato original da Uefa, mas foi afastado diante do escândalo de corrupção. "Agradeço a todos que me ajudaram, inclusive Platini por tudo que ele me deu e por nove anos que trabalhamos juntos. Meus pensamentos vão a ele agora", disse.

O processo eleitoral foi a conclusão de uma crise que começou em maio de 2015, com a prisão de dirigentes em Zurique e que terminou, dias depois, com a queda de Blatter. O suíço foi obrigado a convocar novas eleições. Mas foi obrigado a abandonar seu escritório diante de suspeitas de corrupção.

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Infantino, com 45 anos e secretário-geral da Uefa, também não era o nome escolhido para concorrer à presidência. Ele apenas assumiu a campanha quando seu chefe, Michel Platini, foi também obrigado a abandonar a corrida, também por suspeitas de corrupção. Infantino, assim, passou a herdar os votos do francês, mas insistiu por meses e em cada entrevista que ele não era Platini