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Equipe alviverde faz primeira partida na busca pelo bi esta noite diante do River Plate, do Uruguai, fora de casa

Gabriel Jesus precisou de poucos meses como profissional do Palmeiras para assumir sua vaga como titular. Então promessa da base, ele passou pelas provações de 2015 com sabedoria. Sete gols marcados e o primeiro título, a Copa do Brasil. Nesta terça-feira (16), às 21h45, contra o River Plate, no Uruguai, ele começa a encarar outro desafio: a primeira Libertadores.

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O simples fato de entrar em campo no Estádio Domingo Burgueño Miguel já será suficiente para colocá-lo na história do clube. Segundo o historiador palmeirense Jota Christianini, ele se tornará, aos 18 anos, o atleta mais jovem a começar um jogo no torneio com a camisa alviverde.

Mas este não é principal feito almejado pelo atacante. A meta dele é o bicampeonato do clube na competição.

Gabriel será o jogador mais jovem a defender o Palmeiras na Libertadores
CESAR GRECO/AG. PALMEIRAS
Gabriel será o jogador mais jovem a defender o Palmeiras na Libertadores

“São todos rivais muito difíceis. Duas equipes uruguaias e uma argentina, sendo que são duas das escolas mais fortes que existem no continente. Serão jogos duros, mas o Palmeiras estará preparado”, afirmou Jesus, em entrevista ao DIÁRIO, sobre os adversários no Grupo 2 — Nacional-URU e Rosario Central-ARG também fazem parte dessa chave.

O garoto terá um peso a mais nas costas. Literalmente. Ele usará o místico número 12 do ex-goleiro Marcos, santificado com essa camisa no único título continental do Verdão, em 1999.

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As críticas da torcida pelos três tropeços seguidos – dois empates e uma derrota no Paulistão – são vistos como motivação extra para Gabriel nesta noite.

“O torcedor vai ao estádio e tem o direito de se manifestar, mas nós, jogadores, sempre tentamos fazer o máximo para que a equipe saia com a vitória. Jogar no Palmeiras é sempre uma grande pressão, naturalmente, e quem está aqui sabe disso. Tenho certeza de que faremos uma grande estreia na Libertadores”, promete.

Que entre em campo o santo poder da camisa 12.

Confira a entrevista completa abaixo

DIÁRIO - Neste primeiro ano como profissional e, mais tarde, como titular, mudaram muitas coisas na sua rotina? O que fazia antes que já não consegue mais?

GABRIEL JESUS - Ah, desde que eu me destaquei no sub-17 que as coisas começaram a mudar um pouco. No começo era um aqui e outro ali que me reconhecia, mas isso foi aumentando aos poucos, conforme eu fui jogando mais no time profissional e me firmando como jogador do Palmeiras. Sou mais de ficar em casa, mas, se preciso, também vou ao shopping ou a um restaurante, sem problemas. Alguns torcedores param para tirar fotos e pedir autógrafos, mas é um contato legal que a gente tem.

Você já conseguiu sentir diferenças do time na base para o principal nesse tempo. Com a viagem para o Uruguai, no torneio de pré-temporada, deu para entrar no clima da Libertadores?

Com certeza. Foi uma experiência muito bacana, ainda mais que pudemos enfrentar dois dos adversários que teremos agora na chave de grupos. Claro que contra o River Plate era só um jogo-treino, não é a mesma coisa, e com o Nacional o jogo terminou 0 a 0, mas foi muito bom. O futebol sul-americano é mais pegado e isso nós pudemos perceber desde esses primeiros jogos da pré-temporada, que com certeza nos ajudarão muito na disputa da Libertadores.

Os recentes resultados ruins são uma pressão ainda maior para o time estrear bem na Libertadores? Considera que as críticas por parte dos torcedores, que chegaram a vaiar o time na derrota para o Linense, são justas?

O torcedor vai ao estádio e tem direito de se manifestar, mas nós, jogadores, sempre tentamos fazer o máximo para que a equipe saia com a vitória. Jogar no Palmeiras é sempre uma grande pressão, naturalmente, e quem está aqui sabe disso. Tenho certeza que faremos uma grande estreia na Libertadores.

Como projeta que será a disputa nessa fase de grupos? Dá para colocar algum dos três rivais como o mais difícil?

São todos rivais muito difíceis. Duas equipes uruguaias e uma argentina, sendo que são duas das escolas de futebol mais fortes que tem no continente. Serão jogos duros, mas o Palmeiras estará preparado.

Jogar ao lado de um paraguaio no ataque, no caso, o Lucas Barrios, pode te ajudar de que maneira em uma competição internacional tão complicada quanto a Libertadores?

Jogar ao lado do Barrios, seja na Libertadores ou no Paulista, é uma satisfação muito grande. Ele é um cara que já fez uma grande carreira internacional e muito experiente. Sei que nos ajudará bastante na Libertadores e em todos os campeonatos que disputarmos.

Você não atuou naquele jogo-treino contra o River-Plate-URU em que os reservas venceram por 4 a 0. O que eles passaram para vocês que não jogaram e pode ser aproveitado nesta noite?

Foi um jogo diferente. Como eu disse, era um jogo-treino, a pegada não é a mesma. Assisti parte do jogo e, apesar do placar elástico, o time deles mostrou bastante qualidade. Essa semana observamos bastante o time deles, especialmente nos jogos contra a Universidad de Chile, e todos vimos que possuem uma grande equipe.