Tamanho do texto

Entidade vive momento conturbado após prisão do então mandatário, Juan Ángel Napout, em dezembro de 2015

Alejandro Domínguez é o novo presidente da Conmebol
Reprodução/Twitter
Alejandro Domínguez é o novo presidente da Conmebol

Com a presença de dois dos candidatos à liderança máxima da Fifa, o paraguaio Alejandro Domínguez foi aclamado, nesta terça-feira, novo presidente da Conmebol, a Confederação Sul-Americana de Futebol. Ele era candidato único, já que o uruguaio Wilmar Váldez, mandatário interino, desistiu da eleição antes que ela acontecesse.

O congresso extraordinário aconteceu em Assunção, no Paraguai, com presença das dez confederações nacionais da América do Sul. Ramón Jesurun Franco e Laureano González serão seus primeiro e segundo vice-presidente, respectivamente. 

Leia mais:  Fifa oficializa nome de cinco candidatos a presidência da entidade

Domínguez estava à frente da Associação Paraguaia de Futebol (APF) desde 2014, quando o então presidente, Juan Ángel Napout, assumiu a Conmebol. Após sua prisão, no final de 2015, por acusações de corrupção no escândalo conhecido como Fifagate, novas eleições foram marcadas.

Por consequência, o novo presidente da entidade sul-americana será também vice-presidente da Fifa. Gianni Infantino, secretário-geral da Uefa, e o príncipe Ali bin al-Hussein, candidato derrotado por Blatter em maio passado, estavam presentes na sede da entidade. Wilmar Valdéz, que desistiu do pleito para ocupar uma das vagas da América do Sul no comitê-executivo da Fifa elogiou o novo mandatário.

Leia também:  Candidato à Fifa defende Copas na Rússia e no Catar e seu legado na entidade

"Entendo que é um momento difícil para a instituição e tem que reinar um sentimento de unidade para seguir em frente. Alejandro Dominguez é quem pode dirigir a instituição com o apoio de todas as associações", disse.

Domínguez é o terceiro paraguaio a assumir o posto máximo do futebol sul-americano. Curiosamente ou não, os dois primeiros estão detidos após serem acusados de se envolver em escândalos de corrupção. Nicolás Leóz (em prisão domiciliar) e Napout.