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Paraguaio deu entrevista que dizia estar "pronto e preparado" para assumir a instituição; Romário foi lembrado no discurso

EFE

José Luis Chilavert foi goleiro da seleção Paraguaia
Getty Images
José Luis Chilavert foi goleiro da seleção Paraguaia




O presidente interino da Conmebol, o uruguaio Wilmar Valdez, afirmou nesta quinta-feira que o prazo para apresentar candidaturas à presidência da entidade terminou, depois da informação que o ex-goleiro paraguaio José Luis Chilavert tem a intenção de concorrer ao cargo.

O ex-goleiro paraguaio José Luis Chilavert disse em entrevista ao jornal uruguaio "Ovación" estar "preparado" para ser presidente da Conmebol.

"É bom que todos aqueles que considerem que têm um projeto para o futebol sul-americano possam se candidatar. O problema é que, pelo regulamento, o prazo encerrou no dia 11 de janeiro", disse Valdez.

Valdez além de interino na presidência, acumula o cargo de presidente da Associação Uruguaia de Futebol (AUF). Ele disputará o comando da entidade com o paraguaio Alejandro Domínguez, em eleição que será realizada no dia 26 de janeiro.

Romário e Maradona contra corrupção

Chilavert reiterou em seu discurso que os jogadores devem atuar como dirigentes para tornar o futebol mais transparente. E lembrou que essa posição, crítica a corrupção no esporte, também foi compartilhada por Diego Maradona e Romário.

"Quando Maradona, Romário e eu os denunciamos, nos trataram como índios e mortos de fome. Queremos ajudar a tornar o futebol mais transparente. Por isso, agora digo que os jogadores têm que ter o direito de apresentar seu candidato à presidência da Conmebol", afirmou o goleiro artilheiro e ex-capitão da seleção do Paraguai.

"Em meu caso, por exemplo, eu me sinto preparado e capacitado para poder fazê-lo (ser presidente da Conmebol)", disse.

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Chilavert afirmou que costuma ter reuniões com outras pessoas ligadas ao esporte para debater assuntos relacionados à "má gestão do futebol sul-americano", que ganha fortunas e não distribui o dinheiro de forma equitativa, "prejudicando os clubes e, portanto, também aos jogadores".

O ex-goleiro afirmou que a Conmebol não pagou impostos durante muitos anos no Paraguai. Por isso, os ex-responsáveis pela entidade devem ser presos por essa evasão fiscal.