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Decisão final do time de Belo Horizonte a respeito de Benecy Queiroz será anunciada pelo presidente Gilvan Tavares

Bruno Vicintin, vice-presidente do Cruzeiro
Washington Alves/Light Press/Cruzeiro
Bruno Vicintin, vice-presidente do Cruzeiro

Dois dias após o supervisor de futebol do Cruzeiro, Benecy Queiroz, dar uma entrevista ao programa Meio de Campo, da Rede Minas, revelando que já "comprou" um árbitro para garantir uma vitória cruzeirens e entre os anos 1980 e 1990, quando o time era dirigido por Ênio Andrade, o vice-presidente de futebol, Bruno Vicintin, veio a público para falar sobre o assunto.

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De acordo com Vicintin, as declarações de Benecy foram infelizes e tudo não passa de lenda. Ele, inclusive, lembrou de outras situações, que envolvem o rival Atlético-MG.

"Estamos chateados. Foi uma entrevista infeliz do Benecy. Ele contou causos e lendas no programa. Há casos famosos no lendário do futebol mineiro, como o do Cidinho Bola Nossa", disse o dirigente.

"Há também o caso do Joaquim Cocó, que foi apelidado assim porque favorecia o nosso rival. É uma lenda. Foi uma declaração infeliz. Ele se confundiu com nomes e datas", acrescentou.

Bruno ressaltou que a posição oficial do clube será passada pelo presidente Gilvan de Pinho Tavares em breve e pediu para que tragam provas de qualquer ajuda feita ao Cruzeiro na história.

"O Cruzeiro nunca admitiu isso e nunca aceitaria isso de nenhum funcionário do clube, mas não vou comentar sobre o futuro do Benecy no Cruzeiro. Isso cabe ao presidente... A posição oficial será passada pelo pelo presidente Gilvan", afirmou. "Desafio qualquer um a falar um título que o Cruzeiro ganhou ajudado pela arbitragem", argumentou Vicintin.

Leia a declaração de Benecy Queiroz que causou a confusão na Toca da Raposa:

“São coisas difíceis de você responder. Efetivamente que existe a mala branca, existe a mala branca. Todos nós sabemos que times menores aceitam. Não digo que é suborno, tá? Porque se a gente partir do raciocínio que é suborno, os clubes não pagariam bicho, prêmios tão altos para ganhar. Só vou citar um caso específico, não falo o nome, aqui em Minas Gerais. O treinador era Ênio Andrade. E nós, através de indicação de uma pessoa, achamos que compramos um juiz. E o juiz falou: 'olha, fique tranquilo que o time do adversário não sai do meio-de-campo'. Então, nos 45 primeiros minutos, ele deu muita falta só no meio-de-campo. Então, falei com ele: 'é, o negócio, acho que vai dar certo'. Só que, por azar nosso, o adversário chutou uma bola do meio-de-campo, o goleiro, eu posso falar o nome, Vitor, no ângulo e gol. E o juiz, então, o que foi que ele fez? Continuou dando falta só no meio. Só no meio. Só no meio. E uma hora, antigamente podia entrar dentro de campo, eu falei com ele: 'velho, eu paguei você, vê se você dá o pênalti'. Ele falou assim: 'manda o seu time lá para frente que eu dou o pênalti'. Aí falei com o capitão: 'olha, manda todo mundo para frente, temos que empatar o jogo'. Aí foi para frente, toda bola ele dava falta contra o Cruzeiro. Então, eu cheguei à conclusão de que eu empreguei um dinheiro errado.”