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Desde 2011, clubes brasileiros mudam de técnicos em uma velocidade muito superior a dos grandes times europeus

Jorginho é o 12º técnico a treinar o Vasco desde 11. Recorde entre grandes no Brasil
Paulo Fernandes/Vasco.com.br
Jorginho é o 12º técnico a treinar o Vasco desde 11. Recorde entre grandes no Brasil

As diferenças entre clubes brasileiros e europeus são abismais em orçamento, estrutura e também em filosofia. As demissões dos técnicos Rafa Benítez, José Mourinho e Brendan Rodgers, de Real Madrid, Chelsea e Liverpool, respectivamente, surpreendem pela interrupção do trabalho no meio da temporada, algo incomum na Europa, mas corriqueiro no Brasil, onde apenas o campeão Corinthians manteve Tite nas 38 rodadas do Brasileirão.

Na presente década — de janeiro de 2011 até hoje —, o Corinthians e o Atlético-MG são os únicos que mantém uma média de treinadores comparáveis aos maiores clubes do Velho Continente. Não por acaso ficaram nas duas primeiras posições no último Campeonato Brasileiro. O Vasco, rebaixado duas vezes na década, teve 12 treinadores e o Flamengo, 11, seguidos de perto por Internacional (9), Fluminense (9) e Cruzeiro (8), Grêmio (7).

Comparação das trocas de técnicos entre times europeus e brasileiros
Infográfico O Dia
Comparação das trocas de técnicos entre times europeus e brasileiros

A lista europeia tem números bem mais acanhados e o Milan, que vive grave crise técnica e não conquista o Campeonato Italiano desde a temporada 2010-2011, teve apenas cinco treinadores. Na Espanha, Real Madrid e Barcelona tiveram quatro treinadores, já contabilizando a chegada de Zidane para o lugar de Rafa Benítez.

Na Inglaterra, os números são ainda menores. O Manchester United teve apenas Alex Ferguson, David Moyes e Louis van Gaal, e o rival o City apenas Roberto Mancini e Manuel Pellegrini. Em Londres está a exceção: Arsène Wenger, francês que está na 20ª temporada no comando do Arsenal, que não fatura o campeonato nacional desde a temporada 2003-2004. Na liderança da competição deste ano, Wenger pode ganhar fôlego para, quem sabe, terminar a década no comando dos Gunners.