Tamanho do texto

Futebol latino em 2015 teve título inédito na Sul-Americana, River campeão duas vezes e Tévez voltando ao Boca Juniors

Jogadores do River Plate com a cobiçada taça da Libertadores
AP Photo/Santiago Filipuzzi
Jogadores do River Plate com a cobiçada taça da Libertadores

O River Plate, 1501 dias depois de viver o drama do rebaixamento, fez história ao voltar a conquistar a Taça Libertadores, em uma temporada marcada pelo domínio do Boca Juniors nas competições argentina e de conquista internacional inédita do Indepediente Santa Fé.

Protagonista deste ano no futebol das Américas, os 'Millonarios' fizeram uma campanha de reação na competição continental, já que estiveram muito perto de uma eliminação na fase de grupos. Na última rodada do grupo 6, o time portenho venceu pela primeira vez na competição, e contou com êxito do Tigres, do México, sobre o Juan Aurich, do Peru, para avançar.

Nas oitavas, o desafio seria enfrentar o time de melhor campanha, ninguém menos que o arquirrival Boca Juniors. No jogo de ida, no Monumental de Núñez, o River venceu por 1 a 0. Na volta, o placar marcava 0 a 0 até que, na volta para o intervalo, torcedores do time casa lançaram gás de pimenta dentro do túnel de acesso, atingindo os jogadores adversário.

Provocação ao River Plate em La Bombonera contou com um drone trazendo o
Victor R. Caivano/AP
Provocação ao River Plate em La Bombonera contou com um drone trazendo o "fantasma da Série B"

Com isso, a Conmebol suspendeu o confronto e, em seguida, eliminou os 'Xeneizes' da competição. Na sequência foi necessário virar duelo com o Cruzeiro, com êxito de 3 a 0 no Mineirão, após derrota por 1 a 0 em casa, e passar pelo perigoso Guaraní, que havia eliminado o Corinthians.

Leia também: Veja todos os grupos da Copa Libertadores 2016

Na decisão, o River se reencontrou com Tigres, que pagou caro por ajudar o time argentino na primeira fase. Na ida, no México, as equipes empataram em 0 a 0, e na volta, no Monumental, o time da casa passou por cima, com placar de 3 a 0.

A vaga no Mundial de Clubes da Fifa já estava garantida com a vitória sobre o Guaraní, já que a equipe de Ricardo Ferreti, do zagueiro Juninho e do atacante Rafael Sóbis, por ser filiada à outra confederação, a Concacaf, não poderia representar a Conmebol no torneio.

Samurais

Os 'Millonarios' estrearam no torneio intercontinental com suada vitória sobre o Sanfrecce Hiroshima, representante do Japão, país-sede por 1 a 0. Na decisão, quem levou a melhor foi o Barcelona, que bateu o time argentino por 3 a 0 , com um gol de Lionel Messi e dois de Luis Suárez.

Torcedor do River Plate no Japão
EFE
Torcedor do River Plate no Japão

O grande destaque da campanha da equipe portenha no Mundial foi a torcida. Cerca de 15 mil argentinos invadiram as sedes da competição (Osaka e Yokohama), fazendo belo espetáculo nas arquibancadas, cantando a plenos pulmões para empurrar o River em campo.

Ainda em 2015, o clube do bairro de Núñez conquistou o inédito título da Recopa Sul-Americana, ao vencer duas vezes o rival local San Lorenzo por 1 a 0. O meia uruguaio Carlos Sánchez marcou os gols dos dois jogos decisivos.

O América, do México, assim como o River, também participou do Mundial, depois de conquistar a Liga dos Campeões da Concacaf, graças a vitória na decisão sobre o Montreal Impact, time do Canadá que disputa a liga profissional americana de futebol (MLS).

Mais uma vez, o representante do país acabou decepcionando, caindo nas quartas de final para o Guangzhou Evergrande, da China, em derrota de virada por 2 a 1. Na sequência, os 'Aguilas' superaram o TP Mazembe e ficaram com a quinta colocação do torneio. Das dez edições do Mundial com formato atual, na metade delas o time mexicano não conseguiu superar a primeira partida.

Na Copa Sul-Americana, o Independiente Santa Fé fez história, ao conquistar o primeiro título internacional da história. Depois de eliminar equipes como Nacional, do Uruguai, Emelec, Independiente, da Argentina, a equipe teve que passar pelo Huracán na decisão.

Em 180 minutos, os dois finalistas não marcaram gols, o que levou a disputa pelo troféu para os pênaltis. A equipe colombiana venceu por 3 a 1, conquistando o torneio e também uma vaga na fase preliminar da Taça Libertadores.

Independiente Santa Fé campeão da Sul-Americana 2015
Facebook/Reprodução
Independiente Santa Fé campeão da Sul-Americana 2015

Entre os torneios nacionais, o grande destaque ficou com o Boca Juniors, que a partir do segundo semestre passou a contar com o atacante Carlos Tévez. A equipe conquistou o Campeonato Argentino, disputado ao longo de todo o ano por 30 times, e ainda levou a taça da Copa Argentina.

No Uruguai, o Peñarol ganhou o Torneio Clausura e o Apertura, esse último, com Diego Forlán no elenco. No entanto, depois da primeira taça do ano, o clube 'carbonero' foi derrotado pelo Nacional, na decisão do campeão da temporada 2014/2015.

Na Colômbia, Deportivo Cáli e Nacional de Medellín ganharam os títulos da temporada. No Chile, a festa foi das torcidas de Cobresal e Colo-Colo. No Paraguai, o Cerro Porteño ganhou o Apertura, perdeu na sequência o Clausura para o Olimpia, que também ficou com o Supercampeonato.

Leia também: Técnico da LDU de Quito quer tirar Riquelme da aposentadoria

Além disso, o Emelec conquistou o título equatoriano, ao bater a LDU de Quito na final. No Peru, o título do campeonato ficou com o Melgar. Na Bolívia, Bolívar e Sport Boys - este de maneira inédita - foram os campeões. Já na venezuela, as taças foram para o Deportivo Táchira e o Deportivo La Guaira - outro novato no rol dos campeões.

Mais ao norte, o Santos Laguna comemorou o título da Super Taça do México, e o Tigres, vice-campeão da Libertadores, levantou o troféu do Apertura. Já nos Estados Unidos, o Portland Timbers conquistou o primeiro título na liga profissional do país (MLS).

    Notícias Recomendadas

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.