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Presidente suspenso da Uefa se defende indicando que o dinheiro recebido de Blatter não tinha procedência ilegal

Michel Platini (à direita) ao lado de Joseph Blatter
Patrick B. Kraemer/Keystone via AP
Michel Platini (à direita) ao lado de Joseph Blatter


O francês Michel Platini, suspenso de atividades ligadas ao futebol por oito anos pela Fifa, se defendeu das acusações de corrupção e de ter recebido quantias irregulares, classificando o caso contra si como "injustiça".

"Foi publicado que o dinheiro me foi pago nove anos depois, por ser aliado de Blatter, e que sou um corrupto. Acho que sou o primeiro corrupto que paga impostos sobre dinheiro de corrupção. Ou seja, sou um idiota", afirmou o presidente afastado da Uefa.

Em Dubai, nos Emirados Árabes, onde concedeu entrevista coletiva, Platini explicou o recebimento do valor pago pelo suíço Joseph Blatter, que também foi suspenso por oito anos.

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"Tive um primeiro contato com Blatter para trabalhar com ele depois da Copa do Mundo de 1998. O acordo previa um pagamento, mas ele disse que só poderia me dar 300 mil euros, não o 1 milhão combinado, imediatamente. Dez dias depois, recebi o dinheiro e paguei os impostos devidos", explicou o francês.

Platini questionou a cobrança do Comitê de Ética da Fifa de que ele deveria ter comunicado o recebimento da quantia, por não ter recebido essa informação na época.

"Alguém me disse que deveria ser eu? Por isso, me acusam de conflito de interesses, mas podem dar todas as interpretações que quiserem, mas esses são os fatos. Lutarei. Minha batalha não é pela Fifa, mas contra a injustiça", garantiu o presidente da Uefa.

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