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Aos 79 anos, Nunes, aliado de Del Nero, é, agora, o primeiro na linha de sucessão caso o atual mandatário saia da entidade

Antônio Carlos Nunes, presidente da federação de futebol do Pará desde 1998 e agora vice-presidente da CBF
Reprodução/Facebook/Federação de Futebol do Pará
Antônio Carlos Nunes, presidente da federação de futebol do Pará desde 1998 e agora vice-presidente da CBF

Com 44 votos a favor e três contra, Antonio Carlos Nunes, o Coronel Nunes, foi eleito vice-presidente da CBF, em pleito realizado na tarde desta quarta-feira, na sede da entidade, no Rio de Janeiro. Presidente da Federação Paraense de Futebol, ele era candidato único e assume a vaga de José Maria Marin, que deixou o cargo após ser preso em operação da polícia suíça em conjunto com o FBI, em maio.

Nunes é aliado de Marco Polo Del Nero, que pediu licença da função de presidente para cuidar da defesa das acusações sofridas pela polícia norte-americana. Caso seja detido pelas autoridades ou renuncie, Del Nero teria que passar o cargo definitivo para o vice mais velho em atividade, que seria Delfim de Pádua Peixoto, presidente da Federação Catarinense de Futebol, porém a relação de ambos não é boa.

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Com 79 anos, Nunes é agora o vice mais velho da entidade e assumirá caso Marco Polo saia. Ele contou com o apoio da grande maioria das federações e dos clubes da Série A e B. 

Além dele, Delfim de Pádua Peixoto, Marcus Vicente, Gustavo Feijó, Fernando Sarney, presentes na eleição, são os outros vice-presidentes. 

Fora os 44 votos a favor e os três contra, três eleitores votaram em branco e 12 não compareceram. A mesa do pleito foi presidida por Rubens Lopes, dirigente máximo da Federação do Rio de Janeiro. 

Logo após a eleição, Nunes afirmou que o futebol brasileiro precisa de mudança.

"O momento é de reflexão. O futebol brasileiro precisa voltar a ser referência de vitórias, conquista, e sobretudo resgatar a confiança do torcedor brasileiro. Minha experiência de anos de futebol, entendo que este é o momento ideal de dividirmos essa responsabilidade. Quero agradecer a cada um dos senhores pelo respeito e credibilidade. Que todos juntos possamos começar a escrever e trilhar dias melhores para o futebol brasileiro", disse.

"Sinto-me honrado em ter a confiança do que fazem essa casa. Farei o possível para contribuir com humildade e experiência nesse momento. Farei do diálogo minha maior ferramenta no processo. Saberei ouvir e refletir antes de qualquer decisão", completou.


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