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Craque argentino enfrentou o jovem brasileiro na final de 2011, e o Barcelona goleou por 4 a 0, com facilidade. Agora, eles são companheiros. "É privilégio e prazer tê-lo ao nosso lado", diz

Nem bem chegou, Messi já foi treinar pelo Barça no Japão
EFE
Nem bem chegou, Messi já foi treinar pelo Barça no Japão


Da última vez que foi ao Mundial de Clubes, no Japão, Lionel Messi levou o Barcelona à final para encontrar Neymar do outro lado, jogando pelo Santos. Foi em 2011, e o Barça goleou por 4 a 0, deixando a impressão de que poderia ter feito muito mais, se não tivesse tirado o pé. 

Agora, quatro anos depois, tanto o argentino como o jovem craque brasileiro estão de volta ao evento, como companheiros de equipe. Na opinião de Messi, o que teria mudado no jogo de Neymar desde então?

"Já passou muito tempo desde então, e o que testemunhei foi um crescimento enorme, tanto como jogador como pessoa. Lá atrás, ele ja era um jogador ótimo jogador, mas agora ele está ainda melhor. Ele é muito mais completo. Sinceramente, é um prazer e um privilégio tê-lo ao nosso lado agora", disse o jogador em entrevista ao "Fifa.com".

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O craque argentino se diz motivado para jogar o Mundial, por duas fazões: poder conquistar mais um título - que seria o terceiro nessa competição, depois de 2009 e 2011, e também, ao mesmo tempo, coroar um ano perfeito para o Barça, depois dos títulos da Champions League, do Campeonato Espanhol e da Copa do Rei. 

"Foi um ano maravihoso. Naquela vez que vencemos tudo sob Guardiola, em 2009, parecíamos invencíveis, nós realmente não estávamos seguros de que um dia chegaríamos perto de fazer isso de novo. E aqui estamos. Agora o que nos resta é encerrar este ano da melhor maneira possível e torná-lo inesquecível", disse.

Neymar e Messi, dois dos três melhores do mundo neste ano
EFE
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Uma probabilidade curiosa que o Mundial de 2015 pode reservar a Messi seria um encontro com o River Plate na decisão. Primeiro porque poderia enfrentar um argentino novamente na decisão, depois de ter batido o Estudiantes em 2009. Mas o River representa algo especial: o camisa 10 do Barça diz que, caso o acerto que o levou à Catalunha ainda na adolescência não tivesse acontecido, ele provavelmente teria fechado pelo grande clube portenho.

"É verdade, mas isso foi há um tempão. Mas é verdade que essa possibilidade existiu, quando era muito jovem", afirmou. "É estranho jogar contra um time argentino. Em toda a minha carreira, isso aconteceu só uma vez, contra o Estudiantes, e foi uma partida dura, em que estávamos perdendo por um longo período até empatar no final e vencer na porrogação. Mas também é algo que me motiva, pois o River é clube grande em escala global. Seria uma boa partida se pudermos enfrentá-los."

Para que isso aconteça, o campeão da Copa Libertadores precisa ganhar do Sanfrecce Hiroshima, campeão japonês, que já venceu Auckland City e Mazembe pelo Mundial, na quarta-feira. Já o Barcelona vai enfrentar o Guangzhou Evergrande, de Felipão, na quinta.

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