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Técnico é o 10º melhor do país e número um entre os cariocas na temporada; Jorginho diz se inspirar em disciplina japonesa

Jorginho,  técnico do Vasco
Paulo Fernandes/Vasco.com.br
Jorginho, técnico do Vasco

O Vasco amargou seu terceiro rebaixamento em oito anos, mas o técnico Jorginho tem o que comemorar em São Januário. Afinal, comandou uma reação impressionante e fez com que o time lutasse até o fim para se manter na Série A. Prova de sua capacidade é o fato de ter sido o 10º melhor treinador do Brasileiro, com 56,1% de aproveitamento, e o melhor entre os times do Rio na temporada.

Com dedicação e muito trabalho, Jorginho ficou acima dos rubro-negros Oswaldo de Oliveira (50,9%) e Cristóvão Borges (45,8%), dos tricolores Enderson Moreira (43%), e Eduardo Baptista (36,1%); e dos vascaínos Doriva (12,5%) e Celso Roth (30,3%). Ao assumir o Vasco, no returno do Brasileiro, com 13 pontos, Jorginho renovou o ânimo de um grupo abatido, que comprou a ideia do novo comandante.

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“O importante foi conversar com os jogadores, entendê-los. Abracei todos, fosse titular ou reserva. Tudo se resolveu no diálogo, no respeito. Não tivemos problema. Chegamos ao fim da temporada cientes de que conseguimos lidar muito bem com os profissionais dessa maneira”, frisa Jorginho, que obteve sete vitórias, sete empates e cinco derrotas no comando do Vasco.

Apesar do péssimo rendimento dos cariocas na Série A, Jorginho crê que o mau momento é passageiro. “É um problema pontual. Em outras épocas tivemos Flamengo e Fluminense campeões. Ter bom planejamento e estrutura ajuda muito e estamos buscando isso no Vasco”, avisa Jorginho, acrescentando.

“O fato de o presidente não gostar de mudar de treinadores — fui o terceiro, mas não era a vontade dele — ajuda. Essa manutenção da comissão técnica vai facilitar o trabalho”, prevê Jorginho, que vai usar a experiência como treinador no Japão (Kashima Antlers) e nos Emirados Árabes (Al-Wasl) para levar o Vasco de volta à elite.

“A disciplina japonesa serve de exemplo e a uso em certas situações. Nos Emirados Árabes, há uma cultura diferente da japonesa, mas todo técnico aprende algo nos clubes e lugares por onde passa”, diz Jorginho, que, tirou ensinamentos no rebaixamento do Vasco: “Foi um trabalho marcante. Ficou um gostinho de tristeza por não conquistarmos o objetivo, mas a torcida nos marcou. Demos nosso coração.”

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