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Na lista estão dois brasileiros, além do atual presidente da Fifa. Acusações de subornos e lavagem de dinheiro são a maioria

Michel Platini e Joseph Blatter
David Cannon/Getty Images
Michel Platini e Joseph Blatter


A Fifa, maior entidade do futebol mundial, vem tentando desvincular seu nome de qualquer escândalo de corrupção. Por conta disso, desde 2010, já suspendeu uma série de membros de seu Comitê Executivo, acusados de cometer irregularidades. 24 deles receberam esta punição ou foram, ao menos, indiciados.  

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O principal é Joseph Blatter, presidente da federação. Em outubro, o suíço recebeu uma punição de 90 dias e foi obrigado a se licenciar do cargo - assumido, interinamente, pelo camaronês Issa Hayatou. A acusação feita a Blatter é de que o dirigente teria realizado o pagamento irregular de dois milhões de dólares ao presidente da Uefa, Michel Platini, no ano de 2011. O francês também foi suspenso pela entidade. 

Veja os outros integrantes suspensos do Comitê ou indiciados sob acusações:

Amos Adamu (Nigéria)
O nigeriano foi membro do Comitê Executivo desde 2006 até 2010, quando foi suspenso, em 18 de novembro, pelo período de três anos. Adamu foi acusado de tentar receber suborno durante o processo de escolha das sedes das Copas do Mundo de 2018, na Rússia, e 2022, no Catar. Atualmente está sob investigação da Fifa.

Franz Beckenbauer (Alemanha)
Após servir ao Comitê entre os anos de 2007 e 2011, Franz Beckenbauer foi suspenso do futebol pelo período de 90 dias, em 13 de junho de 2014, por não cooperar com as investigações da Fifa sobre as escolhas das sedes das Copas de 2018 e 2022 - que aconteceu enquanto ele integrava o Comitê. No entanto, em 27 de junho foi readmitido por ter aceitado colaborar. No momento, está sendo investigado por suposto pagamento irregular de € 6,7 milhões, feito pelo Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2006, do qual fazia parte, a uma entidade comandada por Jack Warner, ex-presidente da Federação de Futebol de Trinidad e Tobago. 

Franz Beckenbauer
Getty Images
Franz Beckenbauer


Luis Bedoya (Colômbia)
Se declarou culpado, no último dia 12, por filiação a organização mafiosa e fraude eletrônica. Fazia parte do Comitê desde 2014. 

Mohamed Bin Hammam (Catar)
No Comitê de 1996 até 2011, foi suspenso provisoriamente do quadro em maio de 2011. Em junho do mesmo ano, porém, foi banido permanentemente do futebol, por ter subornado eleitores caribenhos durante eleição presidencial da Fifa. Em julho de 2012, a punição foi revogada pela Corte Arbitral do Esporte. No entanto, em dezembro, a decisão foi revista e a suspensão vitalícia foi aplicada novamente. A Corte considerou que Hammam cometeu "repetidas violações" ao código de ética da Fifa, enquanto era chefe da Federação Asiática de Futebol, entre 2002 e 2011. 

Mohammed Bin Hammam
Getty Images
Mohammed Bin Hammam


Chuck Blazer (Estados Unidos)
Acusado de extorsão, fraude eletrônica, lavagem de dinheiro e evasão de impostos, Chuck Blazer se declarou culpado em novembro de 2013, e foi suspenso permanentemente do futebol. O americano integrava o Comitê desde 1996. 

Marco Polo Del Nero (Brasil)
Acusado de participação em esquemas que envolvem mais de US$ 200 milhões em propinas e subornos, o brasileiro foi indiciado há alguns dias e está sob investigação . Pediu licença do cargo de presidente da CBF. Fazia parte do Comitê desde 2012.

Marco Polo Del Nero
Alex Ferreira/Câmara dos Deputados
Marco Polo Del Nero


Vernon Manilal Fernando (Sri Lanka)
Foi suspenso do futebol por oito anos, em abril de 2013, por subornar eleitores para que Bill Hammam fosse eleito presidente em 2011. Após apelo da Fifa, Manilal foi suspenso de maneira vitalícia. 

Eugenio Figueredo (Uruguai) 
Indiciado por acusações de extorsão, fraude eletrônica e lavagem de dinheiro, foi banido provisoriamente no dia 27 de maio. 

Julio Grondona (Argentina)
O Argentino, que morreu no dia 20 de julho de 2014, foi presidente do Comitê de Finanças da Fifa. Grondona havia sido acusado de aprovar pagamento irregular de US$ 10 milhões a Jack Warner, no ano de 2008. Os valores representariam suborno referente à escolha da África do Sul como sede da Copa do Mundo de 2010. 

Alfred Hawit (Honduras)
Indiciado em novembro por acusações de conspiração, fraude eletrônica e lavagem de dinheiro. Entrou para o Comitê ainda neste ano.

Issa Hayatou (Camarões)
O presidente interino da Fifa foi acusado de receber propinas pelos direitos de transmissão de TV da Copa de 1990 e pela candidatura do Catar como sede da Copa do Mundo de 2022.

Issa Hayatou
AFP
Issa Hayatou


Nicolas Leoz (Paraguai)

Foi indiciado em maio por conspiração, fraude eletrônica, extorsão e lavagem de dinheiro. Renunciou ao cargo de presidente da Conmebol para evitar sanções da Fifa. Serviu ao Comitê entre 1998 e 2013. 

Eduardo Li (Costa Rica)
Teve acusação aberta em maio, também sendo acusado de lavagem de dinheiro, extorsão, conspiração e fraude eletrônica. Foi suspenso provisoriamente em 27 de maio e, atualmente, está preso na Suíça. 

Worawi Makudi (Tailândia)
Suspenso por 90 dias, desde 12 de outubro, enquano aguarda investigação do Comitê de Ética.

Chung Moon-Joon (Coreia do Sul)
Membro entre 1994 e 2011, foi suspenso por seis anos pelo Comitê de Ética da Fifa, por má conduta durante as investigações sobre suposto investimento da Coreia do Sul no caso da Copa de 2022.

Juan Angel Napout (Paraguai) 
Presidente da Conmebol, paraguaio foi indiciado por extorsão, fraude eletrônica e lavagem de dinheiro. Foi detido, ontem, em operação na Suíça .

Rafael Salguero (Guatemala)
Também indiciado por lavagem de dinheiro, fraude eletrônica e extorsão, participou do Comitê de 2007 a 2015. 

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Ricardo Teixeira (Brasil)
Acusado de corrupção, Teixeira permaneceu no cargo de presidente da CBF de 1989 até 2012, quando renunciou para evitar sanções da Fifa relacionadas a um escândalo de pagamento de propinas entre uma empresa e o ex-presidente da Fifa, João Havelange. Atualmente, está sendo investigado pelo Comitê de Ética da entidade. 

Ricardo Teixeira
Divulgação
Ricardo Teixeira


Reynald Temarii (Taiti)
Suspenso por um ano do futebol, em 18 de novembro de 2010, por violar regras de lealdade e confidencialidade da Fifa. Em 2015, foi suspenso por mais oito anos, por aceitar propina de Bin Hammam, em 2010, para pagar cutos judiciais. Os valores foram de US$ 343 milhões.

Angel Maria Villar (Espanha)
Desde 1998 no Comitê, o espanhol foi multado e advertido pelo Comitê de Ética da Fifa em 13 de novembro deste ano, devido à má conduta durante investigação da entidade. 

Jack Warner (Trinidad e Tobago)
Se licenciou em junho de 2011 para evitar sanções relativas ao caso de suborno que acabou com as chances de Mohamed Bin Hammam na corrida presidencial. No entanto, foi suspenso do futebol de maneira vitalícia pelo Comitê de Ética em setembro de 2015. Warner também é acusado de má condutadurante as licitações das Copas de 2018 e 2022. 

Jack Warner
BBC
Jack Warner


Jeffrey Webb (Ilhas Cayman)
Ex-presidente da Concacaf, se declarou culpado, no dia 23 de novembro, por lavagem de dinheiro, fraude eletrônica, conspiração e extorsão. Foi banido provisoriamente do futebol no dia 27 de maio. 

O levantamento não cita José Maria Marin porque ele não fazia parte do Comitê Executiva. Marin apenas frequentava as reuniões por exercer o cargo de presidente da CBF.

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