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Juan Ángel Napout e Alfredo Hawit estão detidos em Zurique. Dirigentes foram à Suíça para participar de reunião do Comitê

EFE

Juan Ángel Napout, presidente da Conmebol
DIVULGAÇÃO/CONMEBOL
Juan Ángel Napout, presidente da Conmebol


O Ministério da Justiça e a Polícia da Suíça confirmaram a detenção de mais dois dirigentes da Fifa na manhã desta quinta-feira. O paraguaio Juan Ángel Napout, presidente da Conmebol, e Alfredo Hawit, hondurenho que preside a Concacaf e também acumula o cargo de vice-presidente da Fifa, foram presos na cidade de Zurique. 

Os detidos rejeitaram a primeira proposta de extradição dos Estados Unidos. Ambos permanecerão presos até que os americanos enviem uma solicitação oficial de extradição, que, segundo o tratado sobre o tema entre os dois países, tem que acontecer em até 40 dias. Durante este período, os dirigentes poderão escolher ser extraditados em um processo simplificado, sem esperar que as autoridades da Suíça declarem se autorizam ou não a ida para os Estados Unidos

A Justiça americana os acusa de terem recebido subornos que chegam "a milhões de dólares" em troca da venda dos direitos de transmissão de torneios de futebol disputados na América Latina e partidas das eliminatórias para Copas do Mundo.

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Segundo a informação fornecida pelas autoridades dos EUA ao ministério suíço, alguns desses delitos foram estipulados e preparados em território americano, e os pagamentos teriam sido feitos através de bancos desse país.

Os altos cargos da Fifa estão em Zurique por conta da reunião do Comitê executivo, que começou ontem. Estas circunstâncias se assemelham às que, no dia 27 de maio passado, resultaram na detenção de outros sete representantes do alto escalão da organização, entre eles o ex-presidente da CBF, José Maria Marín. Na época, os dirigentes estavam na cidade suíça para participar do Congresso da Fifa e da eleição de seu presidente.