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Peça fundamental da conquista da Copa do Brasil, Fernando Prass se tornou o primeiro goleiro não formado no clube a ser protagonista de um título desde Emerson Leão em 1976

Fernando Prass foi protagosnista da conquista do Palmeiras na Copa do Brasil
Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação
Fernando Prass foi protagosnista da conquista do Palmeiras na Copa do Brasil

O Palmeiras  conquistou, nesta quarta-feira, o título da Copa do Brasil  de 2015. Depois de vencer o Santos  por 2 a 1 no tempo normal, o Verdão garantiu o tricampeonato da competição nos pênaltis . A glória do time alviverde passa pelos pés (e principalmente pelas mãos) do goleiro Fernando Prass, um dos heróis da equipe na campanha. Além de defender uma das cobranças, Prass assumiu a responsabilidade, bateu o último pênalti e fez o gol que assegurou a vitória palmeirense.

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Depois de passar as fases preliminares com dificuldade, mas sem grandes sustos, o time do técnico Marcelo Oliveira (que começou o torneio no Cruzeiro , enquanto o Palmeiras era comandado por Oswaldo de Oliveira) precisou enfrentar nas fases decisivas grandes equipes do futebol brasileiro, superando Cruzeiro, Internacional , Fluminense  e Santos. Foi nesta hora que surgiu o protagonismo de um personagem que se acostumou a ser decisivo no Palmeiras.

Fernando Prass foi revelado pelo Grêmio no ano de 1998, passou pelo Coritiba  e futebol português, mas foi no Vasco da Gama  em que conseguiu projeção nacional e acabou contratado como substituto do ídolo Marcos. Na sua chegada teve que enfrentar a pressão de contrariar a máxima que "Goleiro o Palmeiras forma em casa", depois de anos em que Marcos, Velloso, Diego Cavalieri e Sérgio (formado no Ceilândia, mas que joga no clube desde muito jovem) representaram a camisa titular do Palmeiras advindos da academia de goleiros. Além disso, foi o primeiro goleiro que o Palmeiras contratou desde o paraguaio Roberto "Gato" Fernandez, que, apesar de campeão, defendeu o clube em 1994 sem obter grande sucesso.

E a primeira missão do goleiro já se mostrava muito ingrata: Ser o titular do Palmeiras na segunda vez que o time disputou a Série B do Campeonato Brasileiro. Na primeira vez que disputou o torneio, em 2003, o time contava com Marcos que, inclusive, rejeitou uma proposta da Inglaterra para ajudar o time a voltar à elite do campeonato.

Mesmo com toda a pressão, Prass se mostrou seguro e pouco a pouco conquistou a torcida do Palmeiras. Se tornou homem de confiança de todos os treinadores e dos jogadores e participou da conquista do Brasileiro da Série B. Já de volta à Série A, uma contusão deixou ainda mais clara sua superioridade, quando Bruno, Deola, Fábio e Raphael Alemão, todos formados na base, oscilaram e não passaram a segurança aos torcedores, apressando a volta do titular.

E a temporada de 2015 chegou para coroar o protagonismo do goleiro. Depois de um excelente campeonato Paulista, no qual foi destaque com grandes defesas, inclusive na decisão por pênaltis na semifinal contra o Corinthians , foi o grande nome da equipe na campanha da Copa do Brasil, sendo decisivo para evitar que o Santos abrisse grande vantagem no primeiro jogo da final, o que poderia impedir o título do Palmeiras.

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A conquista da Copa do Brasil também torna Fernando Prass o primeiro goleiro não formado no clube e ter destaque em uma conquista desde Emerson Leão, em 1976. Gato Fernandez, campeão em 1994, não é formado na base do time, mas ele não teve participação destacada no título Paulista de 1994. Sérgio, em 93, Velloso, em 94, 96 e 98, Marcos, 99 e 2008, e Bruno, em 2012, que tiveram participação fundamental em títulos, são formados no Palmeiras.

Marcos foi protagonista de diversos títulos do Palmeiras
Shaun Botterill/Getty Images
Marcos foi protagonista de diversos títulos do Palmeiras

Além de Marcos, Velloso e Bruno, campeões e formados na base, o Palmeiras revelou goleiros que tiveram glórias em outros clubes, como Zetti, campeão de diversos títulos pelo São Paulo , e Diego Cavalieri, campeão brasileiro pelo Fluminense. Pela seleção, Marcos e Zetti (este como reserva) venceram uma Copa do Mundo, enquanto Diego Cavalieri venceu um Superclássico das Américas e a Copa das Confederações (como reserva).

Fernando Prass superou todas as desconfianças e, mesmo sendo um forasteiro dentro de uma verdadeira fábrica de goleiros, assumiu o protagonismo capaz de fazer o torcedor palmeirense acreditar que "Goleiro o Palmeiras também contrata".

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