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Objetos foram entregues em 2014, durante Congresso da Federação Internacional de Futebol, na gestão de Marin

José Maria Marin, presidente da BF na época em que os relógios foram dados, ao lado de Marco Polo Del Nero
Divulgação/CBF
José Maria Marin, presidente da BF na época em que os relógios foram dados, ao lado de Marco Polo Del Nero


O Comitê de Ética da Fifa decidiu nesta sexta-feira doar a uma ONG 48 dos 65 relógios que a CBF ofereceu como presentes a cartolas no 64ª Congresso da Fifa, antes da Copa do Mundo de 2014.

No dia 18 de setembro de 2014, o órgão de instrução do comitê concordou em não abrir um procedimento formal contra os dirigentes que tinham recebido os relógios com a condição de que eles fossem devolvidos, lembrou a Fifa em comunicado.

Na mesma nota, a Fifa esclareceu que, após ter investigado o caso a fundo, o Comitê de Ética concluiu que nem todos os 65 relógios presenteados pela CBF foram entregues aos dirigentes. Por isso, apenas 48 deles foram devolvidos. Não se sabe o destino dos demais.

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Os presentes foram dados quando o presidente da CBF era José Maria Marin, que está em prisão domiciliar nos Estados Unidos, acusado pela Justiça americana de envolvimento no escândalo de corrupção da Fifa.

O órgão de instrução do Comitê de Ética considerou o caso como fechado. O presidente do órgão, Cornell Borbély, resolveu que todos os relógios serão dados à organização Street Football World.

Os recursos gerados pelas vendas dos relógios, avaliados em US$ 25 mil (quase R$ 94 mil em valores atuais), serão investidos no financiamento de iniciativas que utilizam o futebol para impulsionar a mudança social no Brasil.

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