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Ex-jogador pediu uma limpa no ambiente do futebol brasileiro e disse que seu foco não é se tornar presidente da CBF

Ronaldo durante evento em São Paulo
Felipe Barbosa/iG São Paulo
Ronaldo durante evento em São Paulo



















Aposentado do futebol desde 2011, Ronaldo pratica hoje outro esporte, o pôquer. Um dos embaixadores da modalidade no país, ao lado de Neymar, o pentacampeão mundial pelo Brasil participou, nesta quarta-feira, em São Paulo, do lançamento do BSOP Millions (torneio de pôquer) e, durante a coletiva de imprensa, não escapou das perguntas sobre o seu ex-esporte e o atual momento político do futebol brasileiro.

“A coisa mais importante agora é deixar transparente (a gestão). Todas essas negociações, fraudes, corrupção, tudo que está envolvendo futebol brasileiro é muito ruim para a própria imagem. Coincidentemente, a seleção brasileira não está bem tecnicamente, então eu faço uma ligação direta com a má gestão e a falta de craques do nosso país”, revelou.

Muito se falou que ele poderia, no futuro, ser o dirigente máximo da Confederação Brasileira de Futebol. Esta questão, então, foi respondida por ele mesmo.

“Eu não sei se eu seria um bom presidente, não está no meu foco virar presidente da CBF. Neste momento, às pessoas não devem pensar em quem vai ser o próximo (presidente), porque ele vai vir, devemos limpar o ambiente todo do futebol primeiro”, afirmou.

Além disso, o ex-atacante opinou sobre uma possível ida de Tite, atual técnico do Corinthians e Campeão Brasileiro de 2015, à seleção no lugar de Dunga.

“Acho que o Tite merece a seleção brasileira há um bom tempo, vem mostrando um excelente trabalho. Agora está com Dunga, mas, com certeza, mais cedo ou mais tarde, o Tite terá a sua oportunidade”, completou.

Por fim, ao falar em Brasil dentro de campo, Ronaldo assumiu que a situação é difícil e que torce por uma melhora com o decorrer do tempo.

“Não vi os dois últimos jogos, mas sabemos que (a seleção) está devendo e muito. Evidente que vive um momento difícil. Foi eliminada nos dois últimos torneios que disputou e que tínhamos esperança de vitória muito grande, com chances que fosse mais longe”, disse.

“Na Copa América eu achei um nível muito abaixo de seleção brasileira. Nos amistosos tem melhorado e agora nas Eliminatórias vamos ficar de olho e observar a evolução. O desejo da torcida é que melhore e volte a disputar título e esteja entre as melhores”, finalizou.

Hoje crítico da atual gestão da CBF, Ronaldo foi membro do comitê organizador da Copa do Mundo de 2014 após ser indicado por Ricardo Teixeira, em 2011 - o cartola renunciaria ao cargo de presidente da entidade, em 2012, após várias denúncias. Além disso, manteve relações políticas e comerciais com o cartola.

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