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Técnicos de Palmeiras e Santos viram suas carreiras mudarem totalmente em um ano. Agora, medem forças na Copa do Brasil

Dorival Júnior e Marcelo Oliveira, os comandantes dos finalistas da Copa do Brasil
Montagem/Pedro Ernesto Guerra Azevedo/Santos FC/Cesar Grecco/Agência Palmeiras
Dorival Júnior e Marcelo Oliveira, os comandantes dos finalistas da Copa do Brasil

Os dois técnicos que conduziram Santos e Palmeiras à final da Copa do Brasil chegam à essa decisão depois de um ano em que suas carreiras mudaram completamente de status. Marcelo Oliveira sofre para encontrar um time equilibrado no Palmeiras e é contestado no clube. Dorival Júnior reconduziu o Santos depois de a equipe flertar com o Z4 do Brasileirão. Há um ano, o cenário era bem diferente para cada um deles.

Marcelo Oliveira encerrou 2014 em alta. Era visto como o principal técnico do País com os dois títulos consecutivos do Cruzeiro no Brasileirão. Já Dorival colecionava trabalhos ruins. Depois de passar por Flamengo, Vasco e Fluminense em 2013 (o último rebaixado no campo, mas salvo pela Portuguesa), estava no Palmeiras e só se salvou de outro rebaixamento por um milagre, justamente com o Santos como principal agente da salvação. 

A temporada de 2015 começou e Dorival não tinha clube. Marcelo Oliveira seguiu prestigiado no Cruzeiro. E isso durou apenas cinco meses. A eliminação surpreendente para o River Plate nas quartas da Libertadores terminou a trajetória do técnico na Toca da Raposa. E o Palmeiras, que não estava se entendendo com Oswaldo de Oliveira, ficou de olho.

Coube a Alexandre Mattos, antigo chefe de Marcelo no Cruzeiro, aproximá-los novamente. A contratação veio em junho e um início promissor animou os palmeirenses. O G4 era algo palpável para o Palmeiras depois de uma sequência de invencibilidade de sete jogos. Tudo caiu depois.

Baixas no time titular e uma defesa que é vazada em todos os jogos impediram que o objetivo fosse mantido. Hoje, em 10º, não tem mais chances de conquistar a vaga na Libertadores via Brasileirão. E Marcelo Oliveira não tem tanto respaldo como tinha no seu primeiro mês no clube. A final serve para o Palmeiras voltar a conquistar um título importante (são três anos de jejum). Para Marcelo é a sua sobrevida no cargo. 

Arouca e Lucas Lima disputam a bola no duelo entre Palmeiras e Santos pelo Brasileirão
Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação
Arouca e Lucas Lima disputam a bola no duelo entre Palmeiras e Santos pelo Brasileirão

Já Dorival Júnior chegou ao Santos em julho. A equipe frequentava a zona de rebaixamento e acabara de ser goleada pelo Goiás por 4 a 0. 

Tudo mudou nos últimos meses. O Santos passou a ser um dos times mais temidos do País, especialmente atuando na Vila Belmiro, onde está invicto com o treinador no comando. Está a um ponto do São Paulo no Brasileirão e o G4 ainda é um sonho possível. Na Copa do Brasil, o Santos eliminou dois rivais (Corinthians e São Paulo) vencendo as quatro partidas dos confrontos. 

Santos eliminou Corinthians e São Paulo da Copa do Brasil e está em melhor momento no torneio
Ricardo Saibun/Santos FC
Santos eliminou Corinthians e São Paulo da Copa do Brasil e está em melhor momento no torneio

Já o Palmeiras suou para superar o Fluminense nos pênaltis. Havia passado ainda com muito sofrimento pelo Internacional nas quartas de final. 

Sem Dorival ou Marcelo, Santos e Palmeiras fizeram a final do Paulistão deste ano. Houve equilíbrio e o título ficou com os santistas nos pênaltis. No Brasileirão, já com ambos nos cargos, uma vitória para cada lado: 1 a 0 para o Palmeiras no Allianz Parque e 2 a 1 para o Santos na Vila Belmiro. 

Dorival Junior, campeão da Copa do Brasil com o Santos em 2010, pode ser o segundo técnico a conquistar essa taça mais de uma vez na carreira (só Luiz Felipe Scolari - três vezes - conseguiu o feito). Marcelo Oliveira, atual vice-campeão do torneio com o Cruzeiro, perdeu outras duas finais com o Coritiba (em 2011 para o Vasco e em 2012 para o Palmeiras). 

A partida de ida das finais da Copa do Brasil, nesta quarta-feira, às 22h, na Vila Belmiro, vai começar a definir o que esperar do futuro breve de Marcelo Oliveira e Dorival Júnior.

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