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O líder ainda tem metas particulares para bater nas últimas três rodadas do campeonato. Mas as brigas que dão tom da reta final se voltam, mesmo, para Libertadores e rebaixamento

Jogadores do São Paulo comemoram o gol de Alan Kardec diante do Atlético-MG
Friedemann Vogel/Getty Images
Jogadores do São Paulo comemoram o gol de Alan Kardec diante do Atlético-MG


O Corinthians levou o título, e, desde a vitória sobre o Atlético-MG no Independência, era uma questão de mera formalidade. Mas o Campeonato Brasileiro não para por aqui. A três rodadas do fim, há outras disputas em andamento, que podem salvar toda uma temporada -- seja a atual ou a de 2016, aliás. São muitas torcidas fazendo as contas, com mais da metade dos times em competição envolvidos. 

No topo da tabela, por exemplo, há duas vagas abertas para a Copa Libertadores, já que o campeão Corinthians e o próprio Galo, mesmo lutando contra o abatimento após mais a derrota de virada para o São Paulo, por 4 a 2, no Morumbi. Para a equipe mineira, garantir o vice-campeonato nacional pode não por fim ao jejum que dura desde sua primeira edição, em 1971, mas serve para assegurar uma vaga direta na fase de grupos da 'Liberta'.

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“Não pode nem deve (desanimar). Temos três jogos para acabar o campeonato e nosso objetivo é terminar na segunda posição até em termos de prestígio por tudo que a gente fez na competição. É o mínimo que a gente pode fazer”, afirma o goleiro Victor. É bom levantar a cabeça rapidamente, mesmo, pois o Grêmio se aproxima, estando agora a três pontos apenas de distância. 

O Tricolor gaúcho está muito bem posicionado agora para se classificar para o torneio continental, segundo dados do site "Infobola", do engenheiro Tristão Garcia. Confira:

Como o gráfico demonstra, quem também deu um bom salto em termos de probabilidades foi outro Tricolor, o São Paulo, que assumiu o quarto lugar com a vitória sobre o Galo e agora tem o arquirrival Corinthians pela frente, domingo. A combinação recente de resultados indica que o time dirigido interinamente por Milton Cruz teria mais que o dobro de chances do Santos para avançar. Será que vão sustentar?

São três pontos de vantagem para o Internacional, que vem em sexto. Para os demais, os são-paulinos conseguiram abrir duas rodadas de distância -- isto é, precisariam tropeçar em duas jornadas, no mínimo, para que pudessem ser ultrapassados por Inter, Sport, Cruzeiro ou Ponte Preta, por exemplo. Ainda assim, em termos de total de pontos, é difícil encontrar uma separação entre eles, gerando uma interessante disparidade entre os gráficos:

De todo modo, àqueles times que ainda correm por fora, como Cruzeiro, Palmeiras e Ponte Preta, ainda resta uma outra alternativa para chegar à Libertadores: a criação de um G5. Isso aconteceria se o Santos voltasse a ocupar o quarto lugar e, ao mesmo tempo, ganhasse a Copa do Brasil. Abiria-se, então, a vaga para o quinto colocado, sem contar o fato de que um concorrente direto ainda sairia do páreo. 

Na rabeira
Na outra extremidade da tabela, ninguém ainda está rebaixado matematicamente. Mas há três times em situação muito delicada segundo as contas do "Infobola":

De baixo para cima, Joinville, Vasco e Goiás têm uma dura missão pela frente, segundo as projeções de Tristão Garcia. O interessante é que o time carioca e o catarinense se enfrentam neste domingo, em Joinville, num duelo de desesperados. Para os vascaínos, a sensação no momento é bastante conflitante: o time demonstra reação, a ponto de sair na frente do líder Corinthians mesmo com um homem a menos em campo, mas vem perdendo pontos importantes -- aconteceu a mesma coisa contra Chapecoense e São Paulo nas últimas rodadas. 

"Normal ficar abatido. Estar ganhando, mesmo com um a menos, fica um sentimento de derrota. Era muito importante a vitória, mas não poderíamos perder esse jogo. Estamos vivos, estamos dentro", afirma o técnico Jorginho. "Não vai ter rebaixamento. Não vai ter isso. Vamos lá, vencer o Joinville, depois vamos para cima do Santos e depois vamos enfrentar o Coritiba. Se eu lamentar e chorar o resultado, meu amigo, eu estou perdido."

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