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Presidente da CBF está sendo investigado por dividir propina da Traffic com José Maria Marín, ex-presidente da instituição

Marco Polo Del Nero, presidente da CBF
CBF/Divulgação
Marco Polo Del Nero, presidente da CBF

O STF (Supremo Tribunal Federal) negou nesta quinta-feira um pedido de habeas corpus em nome de Marco Polo Del Nero, presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol). A ação é referente a um eventual depoimento na CPI do Futebol.

O mandatário entrou com seu processo temendo a possibilidade de ser preso ou de ser incriminado em decorrência do depoimento. Este era um pedido específico, aliás: " N ão ser preso ou ameaçado de prisão ao invocar o direito constitucional ao silêncio, tendo em vista respostas que possam incriminá-lo".

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A CPI já recebeu documentos e dados bancários de Del Nero, e tudo está sendo analisado por uma equipe técnica, desde setembro. Informações de contratos da CBF que também foram solicitados. 

Três advogados abriram a solicitação. Entre eles está Carlos Eugênio Lopesm da CBF. Outros pontos que a equipe pleiteava: o direito de Del Nero ser assistido pelos advogados e de não ser obrigado a assinar um termo de compromisso de dizer a verdade no depoimento. 

A análise dos dados do presidente foi requisitada pelo senador Romário (PSB- RJ). presidente da CPI do Futebol. Segundo indicam investigações conduzidas nos Estados Unidos, Del Nero teria dividido propina paga pela Traffic com José Maria Marín, ex-presidente da CBF, hoje em prisão domiciliar em Nova York.

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