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Queda na Copa América e vacilos no início das Eliminatórias ainda pesam, mas técnico se afasta da corda bamba após a vitória sobre o Peru, terça-feira, na Arena Fonte Nova

Jogadores da seleção brasileira comemoram gol de Douglas Costa diante do Peru
André Mourão/MoWA Press
Jogadores da seleção brasileira comemoram gol de Douglas Costa diante do Peru

A vitória sobre o Peru por 3 a 0 , na noite de terça-feira, não trouxe alívio ao Brasil apenas na tabela das Eliminatórias da Copa de 2018  - subiu para o terceiro lugar, com sete pontos, figurando na zona de classificação direta para o Mundial. O último compromisso da seleção em 2015 ajudou também a afrouxar a pressão sobre o técnico Dunga.

A seleção brasileira encerra esta temporada com 14 jogos disputados: dez vitórias, dois empates e duas derrotas. O retrospecto em si é positivo, claro. Há um fator, porém: assim como em 2014, o time não perdeu amistosos, mas dos compromissos em 2015, oito foram partidas oficiais e o Brasil ganhou apenas quatro - duas vezes contra Peru e Venezuela, por Copa América e Eliminatórias. Diante de Colômbia e Argentina, duas potências continentais, nada de triunfos.

Mas as críticas ao trabalho de Dunga transcendem os números. Sem Neymar, o Brasil sucumbiu nas quartas de final da Copa América diante do Paraguai e somou apenas um ponto nas duas rodadas iniciais das Eliminatórias. Sem poder escalar o atacante, que estava suspenso, o treinador teve dificuldade para encontrar soluções táticas para suprir a ausência do camisa 10. Hulk como centroavante, Ricardo Oliveira com Lucas Lima (dupla do Santos), um clone do 4-1-4-1 de Tite no Corinthians (com Elias e Renato Augusto em campo)... Foram testes sucessivos, e atuações abaixo da crítica.

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Nem a volta de Neymar deixou o futebol da seleção brasileira mais vistoso. Contra o Peru, por exemplo, o diferencial foi o meia Douglas Costa, estranhamente relegado a reserva no empate com a Argentina em Buenos Aires.

Dunga: invicto em 2014, maus resultados nos jogos oficiais em 2015
André Mourão/MoWA Press
Dunga: invicto em 2014, maus resultados nos jogos oficiais em 2015

A defesa, vista como ponto forte do início de trabalho de Dunga, logo após a Copa de 2014 - seis amistosos, seis vitórias e apenas um gol sofrido -, não apresentou a mesma solidez este ano: foi vazada dez vezes em 14 partidas. No gol, Jefferson deu lugar a Alisson. No miolo de zaga, apenas Miranda parece ter vaga cativa. Antes capitão, Thiago Silva nem sequer é convocado. David Luiz mais erra do que acerta em campo.

Há pontos positivos neste balanço de 2015, claro. Alisson mostrou tranquilidade ao assumir a posição de titular no gol. Gil fez boa partida contra o Peru e já se coloca como sombra de David Luiz na zaga. Douglas Costa é cada vez mais realidade na seleção brasileira, e Willian está em notável evolução.

O primeiro compromisso agendado para a seleção brasileira em 2016 será contra o Uruguai, dia 24 de março, na Arena Pernambuco, pelas Eliminatórias. 

Relembre na galeria de fotos abaixo todos os jogos do Brasil em 2015:


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