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Presidente da Uefa, ex-jogador Michel Platini não tem candidatura confirmada por estar suspenso pela entidade

Gianni Infantino ao lado de Michel Platini
Harold Cunningham/Getty Images for UEFA
Gianni Infantino ao lado de Michel Platini


O ítalo-suíço Gianni Infantino, secretário-geral da Uefa, garantiu nesta terça-feira, em entrevista à Agência Efe, que não seguirá na corrida à presidência da Fifa, se o francês Michel Platini conseguir emplacar candidatura.

"Nunca irei contra meu chefe, inclusive por uma questão de lealdade, mas, neste momento, eu sou candidato", disse o dirigente, em entrevista por telefone.

O ex-jogador, presidente da Uefa, protocolou a documentação para entrar na disputa eleitoral, no entanto, ainda não está confirmado por estar suspenso da Fifa, devido as investigações sobre pagamento recebido em 2011.

Sobre as irregularidades em série que apareceram nos últimos meses, envolvendo dirigentes ligados à federação internacional, Infantino garantiu que é preciso seguir investigando e manter olhos abertos.

"Antes de tudo, é preciso ser transparente. São cerca de 5 bilhões de euros que a Fifa tem como receita, sobretudo pelos direitos de transmissão de Copas do Mundo. Tem que se saber como entra e para onde sai o dinheiro da entidade. Como membro do Comitê de Reformas, acho que estou pronto para realizar estas reformas", disse à Efe.

Infantino, no entanto, evitou falar sobre as denúncias envolvendo o alemão Franz Beckembauer e o espanhol Ángel María Villar, garantindo que só mantém contato com o segundo, que agora é o principal mandatário do futebol europeu.

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"Queremos olhar para a frente. Se tratam de investigações em curso. Falo com Villar, nos damos bem, e, além disso, é meu atual superior, por ser primeiro vice-presidente da Uefa", desconversou Infantino.

Sobre a busca de votos fora do Velho Continente, o secretário-geral da Uefa aproveitou para falar sobre visitas à outras confederações.

"Me sinto em casa na América do Sul, é o coração do futebol. Estive na Conmebol, falando de futebol por horas e horas. Não me prometeram apoio, mas espero conseguí-lo", revelou.

Por fim, Infantino admitiu que não pensa em mudanças nas sedes das Copas do Mundo de 2018 e 2022, que acontecerão na Rússia e Catar, respectivamente, pelo menos, enquanto não for comprovada qualquer irregularidade.

"A Fifa já decidiu isso há cinco anos, temos que ir adiante com esta decisão. Enquanto não houver provas conclusivas que tenha havido algo ilegal, temo que avançar. Além disso, são países que estão fazendo grandes investimentos para realizar um grande campeonato", concluiu o dirigente.

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