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Ídolo do são Paulo acredita que a crise política do clube acabou vitimando técnico, contratado pelo ex-presidente Carlos Miguel Aidar na véspera de sua renúncia

Raí ao lado de Ana Moser, ex-jogadora de vôlei
Arquivo iG
Raí ao lado de Ana Moser, ex-jogadora de vôlei

Um dos grandes ídolos do São Paulo , Raí, participou nesta terça-feira de um debate na sede da editora Abril, em São Paulo, para falar sobre transparência no esporte, mas comentou o atual momento do clube em que ele brilhou durante a década de 90.

Raí lamentou a situação da equipe e acredita que o São Paulo precisa se reinventar para resgatar o modelo gestão que tanto orgulhou o clube nos últimos anos.

"A situação do São Paulo entristece e mostra que o clube precisa se reinventar. Aquela glória e orgulho de estar a frente aos rivais, de ter uma gestão organizada, é coisa do passado. A gente tem que repensar e se reinventar para recuperar o tempo perdido nas ultimas temporadas", disse Raí.

Para o ex-camisa 10, o técnico Doriva, demitido na noite de ontem , foi vítima da crise política que acontece no clube nos últimos meses.

"Passou um furacão nos últimos meses do são paulo, teve a crise política e o Doriva tinha sido escolhido pelo (Carlos Miguel) Aidar, que saiu logo em seguida. O time em situação ruim, saí diretor, volta diretor, tudo é consequencia desse momento conturbado. Espero que as coisas se acertem e consigamos o último objetivo do ano, que é a classificação pra Libertadores. Doriva foi uma vítima, não teve culpa nenhuma. Foi uma vítima desse momento conturbado do clube", afirmou.

O ex-jogador ainda negou a possibilidade de voltar a assumir qualquer cargo dentro do clube no momento, mas deixou em aberto uma chance futura.

"Não poderia assumir um cargo agora. O Gustavo (Viera de Oliveira, diretor de futebol do São Paulo e sobrinho de Raí) está representando bem a família. Eu nem fui sondado, mas estou envolvido em muitos projetos, estou começando um mestrado na Europa, o que vai me obrigar a ir muitas vezes pra lá! Não tenho condições de dedicar o tempo necessário para uma função como essa. Nesse momento de vida não, mas quem sabe um dia!", completou o ex-jogador, que já exerceu cargo diretivo no clube na gestão de Marcelo Portugal Gouvêa.

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