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Entidade escolhe jogadores com poucas chances de atuar nas Eliminatórias por obrigação de atender a mídia e colabora para a “Neymardependência" da seleção brasileira

Poupado na segunda, Neymar treina com a seleção brasileira nesta terça
André Mourão/MoWA Press
Poupado na segunda, Neymar treina com a seleção brasileira nesta terça

No dia em que Neymar fez seu primeiro treino preparatório para um jogo de eliminatórias com a seleção brasileira, a CBF escolheu dois jogadores com poucas chances de serem titulares contra a Argentina, nesta quinta-feira, em Buenos Aires, para falar sobre o mais aguardado jogo da rodada das classificatórias sul-americanas para a Copa do Mundo. Cássio e Lucas Lima pagaram o pato.

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Foram lá para a sala de entrevistas preparados para as perguntas sobre a possibilidade de serem titulares (remota até), mas principalmente para falar de Neymar, que se apresentou na segunda-feira. Ele esteve suspenso nos jogos contra Chile e Venezuela e é a esperança de dias melhores depois de dois jogos abaixo da média da seleção.

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Cássio, goleiro do Brasil, foi perguntado sobre como é a melhor forma de parar Neymar. “Bom, essa pergunta deve ser feita para os adversários, não eu”, brincou. Lucas Lima também teve de ouvir uma sequência de perguntas sobre Neymar e, claro, saiu com a resposta padrão. “Ele fez falta nesses últimos jogos e vai ajudar bastante”, disse o meia, flertando com o óbvio.

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Reservas no time de Dunga, Cássio e Lucas Lima sonham em mostrar serviço, mas precisam entre as análises pessoais sobre suas chances avaliar também o que Neymar agrega. Sem culpa pelas perguntas que ouvem, respondem por educação. Cássio tentou reforçar que a seleção é feita de 23 jogadores e que é injusto colocar a responsabilidade em um só jogador, ainda ele sendo o melhor do País nos últimos cinco anos.

“Acho que a responsabilidade é de todos. Apesar de ele ser capitão e um dos melhores do mundo, todos têm sua responsabilidade, não só os 11 titulares, mas todos que foram convocados”, disse Cássio.

A seleção brasileira tenta se livrar da “Neymardependência”, mas quem trabalha com futebol, em especial a imprensa esportiva, não parece preparada para viver sem o craque do camisa 10. E a CBF colabora para isso quando coloca numa fria jogadores que são coadjuvantes para os olhos da grande mídia.

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