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Jogador do Boca Juniors sai em defesa de seus compatriotas pela falta de conquistas com a seleção: "Dói mais em nós"

Tevez não concorda com críticas à seleção
EFE/Juan Carlos Hidalgo
Tevez não concorda com críticas à seleção


Messi, eleito quatro vezes o melhor jogador do mundo. Sergio Agüero, artilheiro da última temporada da Premier League. Higuain, ídolo e atual goleador do Napoli. Di Maria, vendido ao PSG por mais de R$ 256 milhões. O ataque da Argentina é recheado de craques que, em seus clubes, são fundamentais e decisivos. No entanto, quando se trata da seleção, estes jogadores não conseguem repetir o desempenho e, assim, conquistar títulos para os hermanos. 

As últimas glórias da seleção argentina foram as Olimpíadas de 2004 e 2008. Com a seleção principal, porém, a seca é muito maior. Já se passaram 22 anos desde a última vez em que o país de Maradona levantou uma taça - no caso, a da Copa América, em 1993. No período, a Argentina foi vice-campeã da competição em três oportunidades: 2004 e 2007, quando o título ficou com o Brasil, e 2015, ano em que o Chile, jogando em casa, garantiu sua primeira conquista na história. Além disso, a Argentina também ficou com a segunda colocação da Copa das Confederações de 2005 - novamente vencida pelo Brasil - e da última Copa do Mundo, em 2014, quando a Alemanha se sagrou campeã em solos brasileiros. 

Mesmo com o enorme período sem títulos, Carlos Tevez, agora jogador do Boca Juniors, não concorda com as críticas que o elenco vem sofrendo por parte dos torcedores do país. "Somos criticados injustamente. Estes garotos sentem muito a camisa da seleção, pois eu vejo que eles deixam tudo em campo", disse o jogador. 

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Tevez ainda afirmou que a equipe merecia ter conquistado a Copa América de 2015: "Dói mais em nós, como grupo, não poder conquistar títulos pela Argentina. Merecíamos ser campeões da Copa América, mas jogamos mal a final. Se tivéssimos chegado com 50% do que vínhamos jogando, teríamos sido campeões".

O craque argentino ainda deu uma declaração curiosa sobre o ex-treinador da seleção nacional, Alejandro Sabella, que o deixou fora da lista de convocados para a Copa do Mundo de 2014. Tevez disse que não o cumprimentaria caso o encontrasse. "Olharia para o outro lado se cruzasse com ele na rua", afirmou. Carlitos também lembrou da época em que trabalhou com Sabella no Corinthians, quando ele era assistente de Daniel Passarela, dizendo que foi o único que saiu em defesa deles quando estavam prestes a cair. 

"Não cumprimentaria o Sabella porque não gostaria. Não é por nada. Respeito sua decisão porque ele armava a equipe e decidia quem ia e quem não ia. Eu fiz a coisa certa para ser convocado mas não fui. Respeito sua decisão, mas não concordo", completou. 

O próximo compromisso da seleção argentina é justamente contra o Brasil, pelas eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018. O maior clássico das Américas acontece na quinta-feira, dia 12, no Monumental de Núñez. Nas duas primeiras partidas, os hermanos conquistaram apenas um ponto. Foram derrotados pela Venezuela, por 2 a 0, e empataram em 0 a 0 com o Paraguai. 

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