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Ex-presidente da CBF ficou detido no país europeu por cinco meses e vai cumprir prisão domiciliar em Nova York

José Maria Marin, ex-presidente da CBF
Mowa Press
José Maria Marin, ex-presidente da CBF


Ex-presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), José Maria Marin deixou a Suíça nesta terça-feira após cinco meses detido no país, informou a Justiça local. Ele foi extraditado para os Estados Unidos, onde chegou via Nova York por volta das 16h (de Brasília), como parte do acordo preestabelecido com o FBI, que investiga casos de corrupção envolvendo dirigentes do futebol mundial.

A mando das autoridades norte-americanas, Marin estava preso em Zurique desde 27 de maio, ao lado de outros seis cartolas, todos acusados de receber propinas de venda de direitos de TV de torneios realizados no Brasil e na América do Sul. Ele embarcou no avião e desembarcou em território norte-americano acompanhado por dois policiais.

Leia também: Justiça da Suíça nega liberdade a dirigente preso com Marin

Apesar de alegar inocência, os advogados de Marin acertaram um acordo com a Justiça dos Estados Unidos, em que ele exercerá prisão domiciliar no apartamento que mantém em Nova York após pagar uma multa milionária - ele só poderá deixar o local com autorização do FBI. Antes disso, porém, ficará sob tutela judicial até passar por audiência na Corte Federal do Brooklyn, onde corre a ação contra o ex-presidente da CBF, marcada para a manhã desta quarta-feira. Não foi informado, no entanto, onde ele ficará detido.

O acordo é semelhante ao aceito por outros dois dirigentes suspeitos de corrupção: Jeffrey Webb e Alejandro Burzaco, que juntos desembolsaram US$ 30 milhões em fiança.

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