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Após acordo com a Justiça norte-americana, o ex-presidente da CBF irá embarcar nesta terça para os EUA

José Maria Marin, ex-presidente da CBF
Mowa Press
José Maria Marin, ex-presidente da CBF


José Maria Marin, ex-presidente da CBF, será extraditado aos Estados Unidos, graças a um acordo feito com a Justiça norte-americana, após passar cinco meses preso na Suíça. Segundo o jornal "O Estado de S. Paulo", a viagem deve ocorrer na manhã desta terça-feira (3) e ele permanecerá em prisão domiciliar em Nova York.

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Logo após o desembarque nos EUA, Marin será levado para uma corte onde vai alegar sua inocência no caso de corrupção da Fifa  e passará até 72 horas numa delegacia, antes de ir para seu apartamento na Quinta Avenida, diz o jornal.

O cartola foi preso em Zurique junto com outros seis dirigentes da Fifa no dia 27 de maio, acusados de corrupção envolvendo um montante de até US$ 150 milhões.

Marin foi o último dos sete cartolas presos a ter o caso avaliado pelos suíços, já que a negociação para sua prisão domiciliar atrasou todo o processo para definir seu destino. Ele irá "colaborar" com a investigação e deixou uma parte significativa de seus bens nas mãos da Justiça, inclusive uma garantia assinada por sua esposa.

O tempo que Marin passará na delegacia será apenas para garantir que o depósito prometido por ele seja feito em uma conta da Justiça, além de outros procedimentos burocráticos.

A princípio, ele não precisará delatar ninguém, mas de acordo com o jornal, a Justiça americana colocará o assunto em pauta logo após o desembarque de Marin nos EUA. A intenção é traçar o envolvimento de Kleber Leite, Marco Polo Del Nero e Ricardo Teixeira no escândalo de corrupção.


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