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Técnicos de Corinthians e Atlético-MG são os únicos da Série A que iniciaram temporada nos seus cargos. Hoje disputam título

Tite e Levir Culpi no encontro entre Corinthians e Atlético-MG no primeiro turno
Rodrigo Gazzanel/Futura Press
Tite e Levir Culpi no encontro entre Corinthians e Atlético-MG no primeiro turno

Os dois times com chances de título no Campeonato Brasileiro deste ano são os únicos que não trocaram de técnico em 2015. Coincidência? Para Levir Culpi, do Atlético-MG, e Tite, do Corinthians, não. Neste domingo, no Independência, o time mineiro tenta encurtar para cinco pontos a distância da liderança e melar a festa antecipada do rival paulista.

Depois de dirigir o clube por três anos e dois meses entre 2010 e 2013, Tite voltou ao Corinthians em dezembro de 2014. Levir é o técnico da Série A há mais tempo no mesmo clube. Está no Atlético-MG desde abril do ano passado. Nem mesmo momentos conturbados foram capazes de tirar os dois do comando. 

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Em outros tempos, as eliminações seguidas para Palmeiras, no Paulistão, e Guaraní, na Libertadores, ambas em Itaquera, seriam suficientes para mudança de rumos no Corinthians. Mas há oito anos, desde outubro de 2007, quando o atual grupo político assumiu o clube, apenas um técnico foi demitido (Adilson Batista, em 2010). Bancar técnicos na adversidade é o diferencial, diz o técnico corintiano. 

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"Depende mais das pessoas que comandam os clubes do que qualquer outra coisa. De ter essa concepção, por parte dos dirigentes, de se matar no peito as pressões do dia a dia, sair na rua, de acompanhar e ter capacidade de compreender e gerenciar técnicos", disse Tite, sempre grato ao Corinthians, especialmente depois da eliminação para o Tolima, em fevereiro de 2011. Mantido no cargo, deu nos anos seguintes os maiores títulos da história corintiana. 

Levir Culpi voltou ao Atlético-MG para "consertar a casa". Substituiu Paulo Autuori, que deixara o clube em situação ruim na Libertadores em que defendia o título. A campanha irregular no Brasileirão de 2014 foi tolerada e o clube teve tranquilidade para buscar o título inédito da Copa do Brasil depois de jogos memoráveis contra Corinthians, Flamengo e Cruzeiro. 

“É a persistência na convicção, senão a coisa não funciona", diz Levir, que aposta na manutenção de uma linha de trabalho sólida como a única opção possível para alcançar títulos.

Em julho, quando enfrentou o Sport, em Belo Horizonte, Levir lembrou que era o time pernambucano que ostentava a marca de clube com o técnico há mais tempo no cargo. Com Eduardo Baptista, que dirigiu o time do Recife de janeiro de 2014 até setembro deste ano, a equipe brigou pelas primeiras posições e desafiou a lógica. "Esse é o segredo. Confiar num técnico e nas ideias deles é a única forma de colher frutos", disse Levir. 

Gilson Kleina comanda treino do Avaí. Ele também é um sobrevivente no Brasileirão
André Palma Ribeiro/Avaí F.C.
Gilson Kleina comanda treino do Avaí. Ele também é um sobrevivente no Brasileirão

Gilson Kleina
O Avaí é, além de Corinthians e Atlético-MG, o outro time que mantém o mesmo técnico desde o início do Brasileiro. Gilson Kleina, contudo, não assumiu o clube no começo da temporada. Está no time de Florianópolis desde março, quando Geninho deixou a equipe. 

Depois de salvar o Avaí da queda no Campeonato Catarinense, Kleina teve a missão de repetir o feito no Brasileirão e vem conseguindo, apesar da dificuldade, ficar fora do Z4. Tem um ponto acima do Coritiba, primeiro time dentro da zona de rebaixamento. De todo modo, a confiança no trabalho técnico garante, até agora, que o objetivo seja cumprido. 

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