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Endividada, construtora estuda oferta para deixar o comando do Allianz Parque para a AEG, que já administra o estádio

Allianz Parque pode mudar de dono devido à crise financeira da WTorre, diz jornal
Divulgação
Allianz Parque pode mudar de dono devido à crise financeira da WTorre, diz jornal

O estádio do Palmeiras pode mudar de dono em breve. A construtora WTorre, responsável pela obra do Allianz Parque e proprietária do estádio em parceria com o Palmeiras, poderia passar o comando do equipamento. A informação foi publicada nesta sexta-feira pela "Folha de S. Paulo".

Segundo o jornal, a empresa não consegue fechar as contas do estádio, acumula dívidas e a venda do estádio seria a única saída para não anunciar a falência. Pelo modelo de negócio com o Palmeiras, 100% do valor arrecado com bilheteria em dias de jogos vai para o clube. Em contrapartida, a WTorre fica com 95% das receitas com patrocínios, camarotes e outras áreas do estádio, além de 80% do valor do aluguel para shows e outros eventos.

Na reportagem, o jornal informou que os atrasos de pagamento da WTorre estão comprometendo o funcionamento de setores do estádio, como o sistema de som.  A Tejofan (encarregada da retirada de entulhos da obra) teria pedido a falência da arena por uma dívida de R$ 500 mil. A R Cevellini, do ramo de pisos e revestimos, tomou a mesma atitude e cobra mais: R$ 693 mil. 

A nova dona do Allianz Parque pode ser a AEG, que administra a arena e, segundo o jornal, teria enviado uma proposta para assumir o controle total do estádio. A multinacional americana, que detém algumas das arenas mais rentáveis dos Estados Unidos, até se comprometeria a quitar as pendências financeiras da WTorre que chegariam a R$ 80 milhões.

Para o Palmeiras, a mudança de gestor na arena não representaria prejuízo, já que os termos do contrato atual seriam mantidos. Pelo vínculo atual com a WTorre, o clube assumiria o controle total do estádio apenas em 2044. Aproveitando o momento delicado da empresa, Paulo Nobre tenta reunir investidores para antecipar a "emancipação" da WTorre. 

Em nota, a WTorre negou ter recebido qualquer oferta e disse ter interesse em manter o Allianz Parque como um dos seus negócios.

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