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Depois de 19 rodadas, algumas questões aparecem no radar. E as respostas começam a ser dadas já neste final de semana

Flamengo e Santos atraíram 61 mil pessoas ao Maracanã, maior público do Brasileirão 2015
Gilvan de Souza/Flamengo
Flamengo e Santos atraíram 61 mil pessoas ao Maracanã, maior público do Brasileirão 2015

O segundo turno do Brasileirão começa neste sábado e o cenário deixado pelas primeiras 19 rodadas do torneio permite o torcedor a fazer algumas indagações. O Vasco vai cair? O Corinthians vai segurar a liderança? A média de público vai continuar subindo? Confira nove questões a serem respondidas na segunda metade do torneio.  

Confira a tabela completa do Campeonato Brasileiro

1) O Vasco vai se salvar?
Olhando a tabela e o retrospecto dos últimos campeonatos, a resposta parece bem simples: não. O Vasco somou apenas 13 pontos em 19 jogos e desde 2006, quando o Brasileirão passou a ter 20 clubes, nenhum clube com tão poucos pontos se salvou. São sete pontos a menos do que Avaí e o Figueirense, primeiros times fora da zona de rebaixamento. O time ainda tem as piores defesa e ataque do campeonato. Para o segundo turno, o Vasco aposta em Jorge Henrique e Nenê para resolver a seca de gols. A vitória sobre o Flamengo na estreia de Jorginho também pode servir de motivação. Mas será suficiente?

Jorge Henrique comemora gol do Vasco contra o Flamengo. Cara nova para o segundo turno
Staff Images/Maracanã
Jorge Henrique comemora gol do Vasco contra o Flamengo. Cara nova para o segundo turno


2) O G4 vai mudar?
Corinthians, Atlético-MG, Grêmio e Fluminense terminaram o primeiro turno no G4. Em 2013 e 2014, os quatro times que lideraram as 19 rodadas iniciais terminaram o campeonato entre os primeiros também. Em 2013, Cruzeiro, Botafogo, Grêmio e Atlético-PR mantiveram as primeiras posições e em 2014 foi a vez de Cruzeiro, São Paulo, Internacional e Corinthians. O time paulista lidera o torneio desta vez com 40 pontos, a mesma pontuação do Cruzeiro em 2013. Missão será repetir o feito sem o atacante que garantiu os últimos sete pontos da equipe. Luciano marcou cinco gols em três jogos, mas só volta em 2016.

3) Ricardo Oliveira vai continuar na artilharia?
Com dez gols, o camisa 9 do Santos largou na frente na disputa, mas as últimas rodadas do primeiro turno foram de lamentação para o atacante. Foram dois pênaltis perdidos e uma bola no travessão em lance dentro da pequena área contra o Atlético-PR. Alexandre Pato, com oito gols e Lucas Pratto e Jadson, com sete, são os principais concorrentes.

Weverton defende o pênalti batido por Ricardo Oliveira no jogo entre Atlético-PR e Santos
Marco Oliveira/Site Oficial do Atlético-PR
Weverton defende o pênalti batido por Ricardo Oliveira no jogo entre Atlético-PR e Santos


4) Média de gols vai continuar baixa?
O primeiro turno registrou a pior média de gols do Brasileirão desde 1990 . Basta ver a disputa pela artilharia com os goleadores com poucos gols. Os pontos corridos têm premiado com o título os times com as melhores defesas. O Cruzeiro bicampeão quebrou essa regra, mas entre 2006 e 2012, a melhor defesa ficou com o título cinco vezes.

5) Palmeiras x Corinthians: quem terá mais público?
Os dois rivais paulistas travam desde o início do ano a disputa pela maior média de público do País. No Brasileirão, o Palmeiras já está em vantagem, mas no geral, a disputa é cabeça a cabeça. Os dois times levam em média 30 mil torcedores por jogo. Há uma semana, contra o Flamengo, o Palmeiras superou o Corinthians. Mas com a rodada da Copa do Brasil no meio de semana, quando o Allianz Parque recebeu 24 mil pagantes para o jogo de ida contra o Cruzeiro, a média palmeirense caiu. No momento, o Corinthians tem média de 30.581 contra 30.366 do Palmeiras. 

Palmeiras disputa com o Corinthians quem será o dono da melhor média de público de 2015
Gabriela Chabatura/ iG
Palmeiras disputa com o Corinthians quem será o dono da melhor média de público de 2015


6) Diminuição dos jogos às 11h vai derrubar média de público?
Os jogos às 11h de domingo foram a principal novidade do Brasileirão em 2015. Os jogos nesse horário elevaram a média de público com médias equivalentes a de campeonatos europeus, como o Italiano e o Francês . Mas com a proximidade do verão, a CBF já avisou que os jogos nesse horário serão mais raros. A média de público pagante do Brasileirão é de 17.132 por jogo, um pouco maior que a média de 2014. Porém a tendência é de melhora, já que os jogos mais decisivos e de mais demanda são jogados no segundo turno. 

7) Copa do Brasil vai atrapalhar?
Desculpa predileta dos técnicos que estão nas duas frentes para maus resultados, a Copa do Brasil entra na sua reta final com alguns dos líderes do Brasileirão em risco. Nos últimos 12 anos, apenas em 2003 uma equipe levou os dois campeonatos na mesma temporada. Na quarta-feira, pelo menos cinco times da Série A serão eliminados, o que diminuirá o número de times que terão a desculpa para deixar uma competição de lado.

Árbitros protestam contra a exclusão de item na MP do Futebol que lhes garantiria porcentual no direito de arena
Lucas Uebel/Getty Images
Árbitros protestam contra a exclusão de item na MP do Futebol que lhes garantiria porcentual no direito de arena


8) Vai ter greve dos árbitros?
Os árbitros do Brasileirão estão em "estado de paralisação". Depois de a presidente Dilma Rousseff vetar o item que lhes garantiria 0,5% de direito de arena, os árbitros se manifestaram antes das partidas da 18ª rodada. O direito de arena é o ressarcimento pago pelas TVs pelo uso da imagem, principalmente de atletas, em televisionamento de jogos. Segundo a Anaf (Associação Nacional de árbitros de futebol), se o artigo fosse mantido na lei de responsabilidade fiscal do futebol, a associação teria entre R$ 7 milhões e R$ 8 milhões para repartir com os árbitros anualmente. Por enquanto, os árbitros não se mobilizaram para parar o campeonato, mas prometem seguir com os protestos.

9) O STJD entrará em campo?
Ele, o tribunal, adora o segundo turno do Brasileirão. Tira mandos de equipes, aumenta a punição de atletas, concede efeito suspensivo... é um festival de interferência externa no campo de jogo. Até agora, houve pouca atuação do tribunal se compararmos aos últimos anos. Mas vai continuar assim?

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