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"Ele foi extremamente feliz", disse Sérgio Correa, presidente da comissão de arbitragem, sobre pênalti para o Corinthians

Luiz Flávio de Oliveira, de costas, teve sua atuação elogiada pela CBF
Daniel Augusto Jr./Agência Corinthians
Luiz Flávio de Oliveira, de costas, teve sua atuação elogiada pela CBF

O presidente do Sport, Humberto Martorelli, considerou um escândalo a marcação do pênalti que deu a vitória ao Corinthians contra a seu time, quarta-feira, em Itaquera. Já a CBF, considerou a arbitragem "extremamente feliz".

Em nota no site oficial do clube ele disse que vai entrar com uma representação na Justiça contra a CBF e o próprio árbitro Luiz Flávio de Oliveira, que é filiado à federação paulista e, por isso, teria beneficiado a equipe do seu estado. 

“Vamos à Justiça buscar os nossos direitos. Estamos contratando um advogado para cuidar especificamente deste caso. Nossa representação será contra a Confederação Brasileira de Futebol e contra a pessoa física do juiz Luiz Flávio de Oliveira. Queremos que os envolvidos sejam punidos pelos danos morais e financeiros causados pela desastrosa arbitragem do jogo de quarta-feira”, disse.

Sérgio Corrêa, presidente da comissão de arbitragem da CBF, em contrapartida, foi só elogios ao árbitro e considerou desnecessária a polêmica em torno da escolha de um árbitro paulista para trabalhar num jogo de um time de São Paulo. 

"Ele foi extremamente feliz no jogo de ontem. Um grande jogo, um grande gramado, grandes equipes, 4 a 3. É tudo que nós sonhamos. A arbitragem qualificada. Os jogadores disputando o futebol sem reclamação. Respeito ao futebol e principalmente ao torcedor", disse Corrêa em entrevista ao Sportv.

Ele disse que Sandro Meira Ricci, filiado à federação de Pernambuco, vai apitar o jogo do Sport contra a Ponte Preta no domingo e isso não deve ser colocado como polêmica. Reiterou que "é preciso acreditar nas pessoas".

"Essas situações são paradigmas que serão quebrados, sim. Nós confiamos nas pessoas. Porque se não confiarmos nas pessoas, não vamos poder colocar nos jogos do Fluminense árbitros de São Paulo, do Rio Grande do Sul e de Minas Gerais. Nos jogos do Atlético a mesma coisa", disse, lembrando de times que brigam pelas primeiras posições e, em tese, poderiam ser prejudicados por árbitros de federações de clubes rivais. 


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