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Presidente da CBF não deixou o Brasil desde a prisão de seu antecessor, José Maria Marin, no final de maio em Zurique

Marco Polo del Nero, presidente da CBF, na Comissão do Esporte na Câmara dos Deputados
Alex Ferreira/Câmara dos Deputados
Marco Polo del Nero, presidente da CBF, na Comissão do Esporte na Câmara dos Deputados

Quando José Maria Marin foi preso em Zurique, na Suíça, no dia 27 de maio, Marco Polo Del Nero, o seu sucessor na presidência da CBF, tomou o primeiro avião de volta para o Brasil. Não participou da eleição à presidência da Fifa, da qual é membro, e desde então nunca mais viajou para o exterior.

Nesta quinta-feira, na convocação dos jogadores da seleção brasileira para os amistosos contra Costa Rica e Estados Unidos, em setembro, Del Nero foi perguntado se pretende ir a Nova Jersey e Boston, locais dos dois jogos. É o FBI, a polícia federal dos Estados Unidos, que conduz as investigações que levaram Marin para a prisão. Antes um habitué em todos os compromissos da CBF e da seleção, ele não foi sequer ao Chile para a Copa América em junho.

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“Eu estou analisando. Posso ir a qualquer lugar do mundo, não há nada que me impeça. Estou avaliando”, disse, na defensiva, o presidente da CBF nesta quinta. A lei brasileira protege seus cidadãos e mesmo que um esteja procurado pela polícia de outro país, ele não pode ser extraditado. Os Estados Unidos já pediram a extradição de Marin.

Veja o vídeo do Fox Sports com a declaração de Del Nero

Nesses dois meses da prisão de Marin, Del Nero não foi à Rússia para o sorteio dos confrontos das eliminatórias e esteve ausente de todas as reuniões do comitê executivo da entidade, que busca uma saída para sair da maior crise da sua história. Perguntado se não pegava mal para o Brasil não ter o presidente da sua federação fora desses encontros, Del Nero deu mais uma resposta rasa.

Veja mais vídeos do Fox Sports

“O Brasil estava presente e votou (Mauro Carmélio, presidente da Federação Cearense, o representou). Agora, diante dessa crise, eu tenho minhas prioridades. Eu entendi de não ir naquele momento. Posso estar em outras”, disse. O presidente da CBF é um dos convocados para depor na CPI do Futebol, presidida por seu desafeto Romário, senador pelo PSB-RJ.

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