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Senador preside a CPI do Futebol e aprovou requerimento na terça-feira em que pretende ir à cadeia suíça para ouvir Marin

Marin e Romário tiveram boa relação no início da gestão do cartola na CBF no início de 2012
Divulgação/ CBF
Marin e Romário tiveram boa relação no início da gestão do cartola na CBF no início de 2012

A intenção do senador Romário, presidente da CPI do Futebol, de ouvir o ex-presidente da CBF José Maria Marin, preso na Suíça, não deve se concretizar. Segundo o jornal "Folha de S. Paulo", o advogado de defesa do dirigente informou que ele pretende enviar uma carta aos parlamentares dizendo que não vai se pronunciar. Ou seja: Romário e outros deputados perderiam a viagem para Zurique.

Na última terça-feira, Romário aprovou requerimento da CPI prevendo encontros dos parlamentares com Marin e José Hawilla, dono da Traffic, responsável pelos contratos de transmissão de torneios com a CBF. Ele mora em Miami e é acusado de fraude pelo FBI. Ele acordou com as autoridades americanas em colaborar com as investigações. Segundo o jornal, Hawilla não se manifestou sobre o possível encontro com Romário.

Marin está preso na cidade sede da Fifa, na Suíça, desde 27 de maio. Ele é acusado de fraude, lavagem de dinheiro e conspiração envolvendo recebimento de propina em acordos para a transmissão de competições como a Copa América e Copa do Brasil.

Romário declarou na terça que a CPI tem o objetivo investigar contratos realizados pela CBF e os encontros poderiam servir para elucidar as denúncias. A CPI também pretende solicitar a quebra de sigilos bancários e fiscal de Marin e Hawilla.

A CPI também pretende ouvir os 27 presidentes das federações estaduais. Segundo Romário, eles serão convidados a irem até Brasília, mas caso seja necessário poderão ser convocados.


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