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Antes de embarcar para os Emirados Árabes, o meia chileno conversou com o jornal "O Estado de S. Paulo", não poupou as críticas aos dirigentes e ressaltou que o clube é sua casa

Em seus últimos dias de Palmeiras , já que foi contratado pelo Al Wahda, dos Emirados Árabes, Valdivia não esconde a mágoa que sente pelo clube e, principalmente, pela diretoria alviverde. Em entrevista ao jornal "O Estado de S.Paulo", o meia não poupou críticas ao diretor de futebol, Alexandre Mattos, e falou ainda sobre outros temas polêmicos.

Valdivia, ex-jogador do Palmeiras
Fernando Dantas/Gazeta Press
Valdivia, ex-jogador do Palmeiras

O chileno lamentou sua saída da equipe, apesar das acusações de ter dificultado a sua renovação. “Foram cinco anos maravilhosos. Palmeiras é minha casa e infelizmente isso tudo chegou ao fim. Não queria que chegasse, mas dada muitas situações, a minha permanência não aconteceu.”

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Em seguida, o jogador não poupou as acusações à diretoria e se defendeu daquelas que o chamam de mercenário. "Vejo muita gente me chamando de mercenário e que eu estava enganando o Palmeiras, mas tive proposta milionária da China e não fui, enquanto a diretoria ficava com ‘papinho furado’ para agradar quem queria ouvir. Porque não me chamaram para conversar? Podiam ter feito como fizeram com o Barrios, que o Mattos foi até o Chile para contratá-lo. Eu estava uns 40 quilômetros de distância dele. Era fácil ir me encontrar e eu até podia mandar o dinheiro para ele ir lá falar comigo. Aí depois vem as pessoas falar que sou mercenário."

Valdivia conquistou a última Copa América pela seleção chilena
AP Photo/Luis Hidalgo
Valdivia conquistou a última Copa América pela seleção chilena

Magoado, o Mago afirmou que o Palmeiras deve dinheiro ao seu pai, seu empresário. "Eles devem para o meu pai, pouco mais de R$ 1 milhão e já me avisaram que não vão pagar. Por falar em meu pai, na última reunião eu me desentendi com o vice-presidente o Maurício (Galiotte) porque ele disse que a renovação não aconteceu porque meu pai deixou de ir em uma reunião. Primeiro, que meu pai não foi na reunião porque meu avô estava com uma grave doença, tanto que morreu. E a única proposta que me fizeram foi aquela por e-mail."

Revelou ainda o porquê da sua recusa a única tentativa palmeirense de renovação. “Recebi a proposta de R$ 120 mil fixo e R$ 60 mil por jogo em que eu for titular. Não sei se os valores são líquido ou bruto porque enviaram a proposta por e-mail. Sempre que falavam de produtividade eu falava que tinha que ver e saber o que vai acontecer quando eu for para a seleção, ou for poupado pelo treinador.”

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Por este motivo, Valdivia ressaltou que sua permanência não era do desejo dos diretores alviverdes. "Vamos ser sinceros. Para fora, a diretoria falou que me queria e para dentro, quem cobre o Palmeiras sabe que eles não me queriam. E por falar em sinceridade, o Paulo Nobre sempre falava que eu tinha que me encaixar no contrato de produtividade, porque todo mundo que chegou se encaixou. Isso não é verdade. Vocês sabem que tem jogadores que não tem contrato por produtividade. Não sei porque ficar mentindo."

Por fim, o Mago se defendeu também das acusações de ter feito corpo mole antes de algumas partidas. "Nunca. Poderia ter feito corpo mole várias vezes. Cometi alguns erros, mas o que aconteceu é que comigo as coisas vazavam na mídia. Por exemplo, na semifinal do Paulista, o Zé Roberto não tinha chance nenhuma de jogar, mas divulgavam que ele ainda tinha uma chance e que ele foi reprovado na hora do jogo. Quando foi comigo contra o Santos, a gente combinou que o clube divulgaria que eu teria chance, mas na última hora eu sentiria, como a história que inventaram do Zé Roberto. Mas a minha história vazou logo de cara e já tinha site dando que eu estava fora."

O meia jogará nos Emirados Árabes a partir do próximo dia 18.

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