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Defesa de Leoz apresentou recurso exigindo que fossem estabelecidas regras claras para o pedido da justiça americana

Leoz já cumpre prisão domiciliar em Assunção
BBC
Leoz já cumpre prisão domiciliar em Assunção

O juiz Humberto Otazú suspendeu nesta segunda-feira a audiência na qual seria analisado o pedido de extradição de Nicolás Leoz aos Estados Unidos, feito pela procuradoria de Nova York que acusa o ex-presidente da Conmebol de corrupção.

A audiência foi adiada porque a defesa de Leoz apresentou um recurso exigindo que fossem estabelecidas regras claras para o pedido de extradição, explicou Otazú em entrevista à "Rádio Cardenal".

A procuradoria tinha solicitado um prazo maior para estudar em profundidade o expediente de Leoz e decidir se procede ou não o pedido de extradição.

Otazú acrescentou que, apesar do adiamento da audiência, a medida cautelar de prisão domiciliar ditada contra Leoz, de 86 anos, está em vigor. Além disso, ele explicou que o ex-presidente da Conmebol tem datas específicas por mês para fazer exames médicos de rotina.

Leoz, presidente de Conmebol durante 26 anos, até sua renúncia, em 2013, é acusado, entre outros crimes, de "dirigir ou tentar dirigir uma transação final que envolve os lucros de uma atividade ilícita", segundo a investigação da Justiça americana.

Sete dirigentes da Fifa foram detidos no fim de maio em um hotel da cidade suíça de Zurique, acusados de participar de uma série de casos de corrupção na entidade, entre eles o ex-presidente da CBF José Maria Marin.

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