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Decisão da Copa São Paulo de Juniores acontece 14 anos depois de os dois times terem disputado o título do Paulistão

Marcelinho foi o grande responsável pela vitória do Corinthians em Ribeirão Preto
Getty Images
Marcelinho foi o grande responsável pela vitória do Corinthians em Ribeirão Preto

Botafogo-SP e Corinthians deixaram os demais 104 participantes pelo caminho e decidirão a Copa São Paulo de Juniores no domingo, às 10h (de Brasília), no Pacaembu. Não será a primeira vez, no entanto, que os dois clubes se encontram em uma final de campeonato. 

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Isso já aconteceu no Paulistão de 2001. O Corinthians se classificou depois de uma vitória dramática sobre o Santos na semifinal, com um gol decisivo de Ricardinho aos 48 minutos do segundo tempo na partida da volta. Já o Botafogo-SP avançou depois de eliminar a Ponte Preta com uma vitória em Ribeirão Preto e um empate em Campinas. 

O primeiro duelo decisivo aconteceu no dia 20 de maio, em Ribeirão Preto. Depois de um primeiro tempo sem gols, o Corinthians balançou as redes três vezes na etapa final e praticamente garantiu o título. Duas com o meia Marcelinho Carioca, principal nome da equipe na época, e uma com o zagueiro João Carlos.

Na semana seguinte, cerca de 80 mil torcedores compareceram no Morumbi para assistirem a um jogo sem gols. O resultado garantiu ao clube do Parque São Jorge a 24ª das suas 27 conquistas estaduais.

Com os dois gols, Marcelinho teve desempenho decisivo no título. Foi um dos pontos altos de uma carreira vitoriosa no Corinthians, mas que não o levou a disputar uma Copa. Ao contrário do que ocorreu com quem se desentendeu antes de sair do clube naquele mesmo ano: Ricardinho, que fez parte da conquista do penta em 2002 e ainda defendeu a seleção brasileira no Mundial de 2006.

Outro jogador que apareceu naquela final do Paulistão de 2001 que representou o país em uma Copa foi o goleiro Doni, um dos destaques da surpreendente campanha do Botafogo-SP e que acabou sendo contratado justamente pelo Corinthians, ao lado do meia Luciano Ratinho e do atacante Leandro. Ele foi levado pelo técnico Dunga para o Mundial de 2010, quando defendia a Roma, para ser um dos substitutos de Júlio César. 

Mas a história mais improvável foi escrita por Marcos Senna. Reserva e pouco utilizado por Vanderlei Luxemburgo, o volante acabou sendo dispensado do Corinthians ainda no decorrer daquela temporada. No ano seguinte, foi vice-campeão da Libertadores pelo São Caetano e despertou o interesse do Villareal. Ficou tanto tempo no clube que obteve cidadania espanhola em 2006.

Dois anos depois, ele não fez parte da seleção que conquistou a Eurocopa como foi titular na vitória por 1 a 0 sobre a Alemanha na decisão. Além dele, o meio de campo espanhol foi composto naquele jogo por Xavi, Iniesta e Fábregas.

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