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Jerome Valcke, secretário geral da Fifa, apresentou avanços na modalidade e ressaltou o grande esforço para estruturar o Mundial. CBF investirá US$ 15 milhões na modalidade

A Fifa promoveu nesta quarta-feira, na sede da Federação Paulista de Futebol, o Mundial Feminino que será disputado no Canadá entre 6 de junho e 5 de julho. Para uma platéia formada majoritariamente por homens, Jerome Valcke, secretário geral da entidade, apresentou avanços na modalidade e ressaltou o grande esforço para estruturar o Mundial.

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"Não podemos ser criticados por não apoiar o futebol feminino", disse Valcke. Entre cerca de 150 pessoas presentes no evento, 18 eram mulheres, entre apresentadora, jornalistas, hostess e jogadoras, representadas por Formiga e Bruna, capitã da seleção brasileira.

A taça da Copa do Mundo de futebol feminino foi apresentada em São Paulo nesta terça-feira
Reprodução/Fifa.com
A taça da Copa do Mundo de futebol feminino foi apresentada em São Paulo nesta terça-feira


Thierry Regenass, secretário de desenvolvimento da Fifa, comentou a discrepância entre homens e mulheres no local, escolhido para agradar Marco Pólo Del Nero, futuro presidente da CBF, atual mandatário da FPF.

"Temos mais homens que mulheres num evento sobre futebol feminino. Há muito a ser feito. Desenvolver o futebol feminino é prioridade da Fifa e deve ser das federações", disse Regenass.

No evento, o ministro do Esporte, George Hilton, disse que entre os pedidos recebidos da presidente Dilma, está o fomento do futebol feminino.

A CBF vai receber US$ 100 milhões de um fundo da Fifa da Copa de 2014. Destes, 15 milhões, devem ser destinados ao desenvolvimento da modalidade.

Mayi Cruz Blanco, gerente de desenvolvimento do futebol feminino da Fifa, também apresentou avanços e cobrou a CBF a ter mais mulheres em seu quadro diretivo."Há tantas ex-jogadoras, há tantas mulheres capacitadas, e peço ao senhor Del Nero, ao Marin, por favor, escolham mais mulheres para trabalhar o futebol feminino", disse.

O técnico da seleção feminina, Osvaldo Alvarez, comentou que a CBF tem dado todo apoio à seleção. Há agora uma seleção permanente, com salários pagos pela CBF. "O problema não é a CBF. O futebol feminino deve ser mais incentivado pelas prefeituras e governos. A seleção hoje tem estrutura, mas há poucas atletas de base, porque faltam lugares para isso", disse Vadão.

Bruna Benites, capitão da seleção, reconheceu as dificuldades que a maioria de meninas que sonham em ser jogadoras enfrentam e pediu que mais clubes incentivem a prática. "É ótimo ter a seleção permanente, mas esse universo é muito pequeno. Há muitas jogadoras que desistem por falta de oportunidade. Se mais clubes incentivassem a prática do futebol feminina, teríamos mais força", disse Bruna. "Muitos dizem que não gostam de futebol feminino, mas falam sem nem terem assistido um jogo. Mas felizmente estamos vencendo o preconceito", disse.

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