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Empresas nacionais e estrangeiras terão 20 dias para mostrar interesse em conduzir a revitalização do estádio, anunciou o prefeito Fernando Haddad. Investimento é de R$ 300 milhões

Estádio Paulo Machado de Carvalho, o Pacaembu
Heloísa Ballarini/SECOM
Estádio Paulo Machado de Carvalho, o Pacaembu

Com pouca previsão de uso para o futebol a partir de 2015, já que os principais times da cidade contam com suas arenas, o Pacaembu pode ser cedido à iniciativa privada. Fernando Haddad, prefeito de São Paulo, anunciou nesta terça-feira o lançamento de um chamamento público, que visa identificar parceiros para a manutenção e modernização do estádio. 

O objetivo é revitalizar o Estádio Paulo Machado de Carvalho de acordo com os padrões de arena multiuso e com um modelo de gestão para que o local receba competições internacionais e volte a ser usado como espaço para eventos culturais.

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"O Pacaembu é um equipamento importante da cidade, emblemático, com uma localização muito especial, mas que está muito defasado do ponto de vista tecnológico e que tem uma série de comprometimentos. Nós decidimos fazer uma chamada pública para que todos venham a se apresentar de maneira transparente para que nós possamos abrir com a cidade uma discussão com base em propostas mais concretas", afirmou Fernando Haddad, em entrevista coletiva nesta terça.

O investimento estimado para a modernização do Pacaembu é de até R$ 300 milhões. Entre as propostas sugeridas estão a cobertura parcial do estádio ou total, desde que retrátil, a instalação de assentos numerados na arquibancada, manutenção da capacidade para 40 mil lugares, implementação de área de estacionamento com, no mínimo, 2 mil vagas, reforma de banheiros, internet wi-fi gratuita,  implementação de centro de mídia, área VIP e reforma do centro poliesportivo.

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O nome original do estádio e o apelido Pacaembu não poderão ser tirados, mas outros nomes podem ser adicionados. Reformas estruturais precisam respeitar a arquitetura original, já que o local é tombado pelo patrimônio histórico da cidade. O Museu do Futebol, por ser gerido em parceria com o Governo do Estado de São Paulo, não faz parte do projeto de cessão.

A cessão à iniciativa privada, porém, não tira o Pacaembu do controle da Prefeitura de São Paulo, que teria dez datas por ano para realizar eventos no local. O estádio foi inaugurado em 1940 e gera um custo anual de R$ 9 milhões aos cofres públicos.

As empresas interessadas em administrar e reformar o Pacaembu terão 20 dias para se cadastrar à concorrência. Após o prazo, a prefeitura publicará após dez dias quais delas estarão aptas a apresentar projetos. Depois disso, mais 90 dias para o detalhamento dos projetos.

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