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"É nosso, é do Tricolor, pô!", disse Paulo Henrique Ganso, que trabalhou com o meia na época do Santos

O vice-presidente de futebol do São Paulo, Ataíde Gil Guerreiro, garante que não contratará mais nenhum jogador que atua no Brasil e o Palmeiras ainda não se manifesta sobre Wesley. Os colegas de profissão, entretanto, já falam do volante como se pertencesse ao clube do Morumbi.

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O último a já ver o meio-campista como colega foi Luis Fabiano. "Quanto mais jogadores de qualidade para ajudar, melhor, chegaram jogadores de muita qualidade. Pude acompanhar o Wesley, o Carlinhos. São jogadores que vão acrescentar muito", disse o centroavante.

Wesley em ação pelo Palmeiras contra o São Paulo, no Brasileirão de 2014
Djalma Vassão/Gazeta Press
Wesley em ação pelo Palmeiras contra o São Paulo, no Brasileirão de 2014

Amigo desde as categorias de base do Santos, Paulo Henrique Ganso foi ainda mais claro ao fazer tabelas e jogar com Wesley em partida beneficente em Barueri. Após dar passe para um gol do volante, o meia fez questão de abraçá-lo e apontar para ele dizendo "É nosso, é do Tricolor, pô!".

Publicamente, Ganso foi mais político, declarando que o amigo ainda precisa decidir seu futuro e apenas o tratando como "grande reforço se vier". Mas os jogadores mais próximos de Wesley estão certos de que o volante estará no Morumbi em 2015.No Palmeiras, a saída do atleta é dada como certa. Embora insista que cedeu em todos os pedidos do jogador e que está com um novo contrato pronto para ser assinado pelo volante, o presidente Paulo Nobre deixou claro em sua última entrevista coletiva que está disposto a conversar para liberar Wesley antes do fim do seu vínculo, em fevereiro.

Por enquanto, Wesley tem a obrigação de se reapresentar com seus outros colegas do Palmeiras no dia 7, mas quase ninguém acredita nessa possibilidade no Verdão. A dificuldade para a liberação só está no mau relacionamento do clube com a diretoria do São Paulo. Contudo, acredita-se no bom senso de Nobre para dispensá-lo sem causar mais problemas.

O Palmeiras passou quase todo o ano negociando com Wesley e seus empresários se irritaram com a demora para entrar em acordo. Por conta disso, abriram conversas com outros clubes e o São Paulo demonstrou interesse. Diante da dificuldade para renovar, a torcida começou a vaiar o jogador, que foi o mais xingado no Palestra Itália no empate com o Atlético-PR, na última rodada do Brasileiro. Quando o volante deve ter se despedido do clube.

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