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Argentinos Higuaín e Tevez marcam duas vezes, mas quem desequilibra nas penalidades é o goleiro brasileiro Rafael

Na Itália, a temporada 2014/2015 já tem o seu primeiro campeão: o Napoli. Na grande final da Supercopa, o time bateu a Juventus por 6 a 5, nos pênaltis, e levantou a taça pela segunda vez em sua história. Durante o tempo normal, a partida terminou em 1 a 1, com gols de Tévez e Híguain. Na prorrogação, os dois argentinos voltaram a marcar um gol para cada lado, fechando o placar em 2 a 2 e levando a decisão para as penalidades. O primeiro título do Napoli foi conquistado justamente contra a Velha Senhora, por 5 a 1 em 1990, quando Diego Maradona era a grande estrela da equipe azul.

Com Juve apática, Tévez garante vantagem

Higuaín e Pogba disputam a bola na final da Supercopa da Itália
Osama Faisal/AP
Higuaín e Pogba disputam a bola na final da Supercopa da Itália

A partida começou repleta de craques, mas os primeiros 30 minutos foram protagonizados por um duelo particular entre um brasileiro e um argentino. De um lado, o goleiro Rafael Cabral, ex-Santos, fazia milagres. Do outro, o atacante Carlitos Tévez arriscava para a meta de todas as formas possíveis.

Aos quatro minutos, o ex-corintiano levou a melhor. A defesa do Napoli bateu cabeça na entrada da área, e Tévez, atento, aproveitou a bobeada. O argentino foi rápido ao dominar e chutar colocado, na saída de Rafael, para abrir o placar. Otime azzurri pareceu atordoado pelo gol sofrido tão rapidamente e passou a apelar para a agressividade na marcação. Do outro lado, 10 jogadores da Juve esfriavam o jogo em todas as oportunidades; todos, menos Carlitos Tévez, que seguia arriscando chutes de todos os lados.

Ainda durante o primeiro tempo, outro nome ganhou destaque na reta final: o também argentino Híguain. O atacante do Napoli quase foi às redes suas vezes, em duas finalizações muito perigosas, mas o veterano Buffon estava atento para salvar sua equipe.

Insistente, Híguain cabeceia para o empate

Na marca dos 15 minutos da segunda etapa, Híguain teve a chance de garantir o empate com um golaço. O argentino invadiu a área e encobriu Buffon com muita categoria, mas o destino evitou o gol ao fazer a bola desviar seu curso para a direita e tocar a trave antes de sair.

Sete minutos depois, o desfecho foi diferente. Dessa vez, De Guzmán aproveitou uma falha de Arturo Vidal no meio-campo e foi à linha de fundo para cruzar. O levantamento encontrou Híguain bem posicionado dentro da área, e o argentino subiu mais alto do que toda a zaga para tocar de cabeça e garantir a igualdade no marcador. O empate persistiu até o fim do segundo tempo, levando a partida para a prorrogação.

Lutando contra o cansaço, Tévez e Híguain voltam a empatar

O primeiro tempo extra passou em branco, com as duas equipes parecendo rendidas à exaustão física. Nos primeiros 15 minutos, só a Juve teve chances: uma delas com Pereyra, que parou nas mãos de Rafael. A segunda com Llorente, que girou com categoria, mas chutou para fora.

Na segunda metade da prorrogação, o panorama foi diferente desde o início. A Velha Senhora voltou com ímpeto redobrado, e foi recompensada logo em seu primeiro lance. Pogba fez boa jogada dentro da área e rolou para Tévez, que com muita categoria cortou a marcação com um drible de corpo e chutou rasteiro no cantinho direito de Rafael, que nem sequer pulou.

Entretanto, ainda restavam 14 minutos a serem disputados. Quando o relógio já marcava 13 – ou seja, 118 minutos de bola rolando –, Gargano cruzou pela direita. Na área, Híguain caiu, mas conseguiu dominar sentado no gramado e chutar de bico para o gol, deixando tudo igual e levando a decisão para os pênaltis.

Nas cobranças, Napoli leva o título

Do lado do Napoli, Ghoulam, Albiol, Inler, Híguain, Gargano e Koulibaly converteram suas cobranças. O time azzurri desperdiçou com: Jorginho, Mertens e Callejón.

Já a Juve marcou com Arturo Vidal, Pogba, Marchisio, Morata e Bonucci. No entanto, Tévez, Chiellini, Pereyra e Padoin desperdiçaram, garantindo o título – e a festa – para o Napoli.

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